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Crônicas de Edmilson Vieira |
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Confira as crônicas e relatos de viagem enviados por Edmilson Vieira. Edmilson Vieira, pinta quadros em aquarela, escreve pra teatro, roteiro de curta metragem e crônicas. Realizou viagens culturais por países da América Latina e Europa: Argentina, Bolívia, Chile, Guiana Inglesa, Uruguai, Venezuela, Itália, Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Suécia e Suíça. |
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Você já foi à Polônia? Então vá. |
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 Depois de um bom tempo sem viajar, de repente, Polônia. Invadir o país pela cidade de Gdansk, como fez o inimigo dando início à Segunda Guerra Mundial. A volta à estrada promete. Quando desço no aeroporto Leck Walessa, dá a impressão de estar na Rússia devido às roupas que cada mercadoria loira polonesa usa para enfrentar até 25 graus negativos. Olá, venho oferecer-lhes o sol, trazido de um povoado pernambucano. Na frente do aeroporto uma observada nos montes de neve e está na hora de guardar o filtro solar porque o calor do Brasil se encontra a uns milhares de quilômetros de distância. O frio vem para transformar qualquer brasileiro em estátua, monumento para a posteridade. É possível um pouco de abrigo no ônibus que vai chegar com calefação e transportar o grupo de poloneses e desembarcados ao centro de Gdansk, Danzig, para os alemães que na época da Prússia eram donos da cidade. |
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Se alguém tem idéia de como conviver com uma cidade barulhenta, favor oferecer sugestão por e-mail
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. A opinião sendo boa, o autor pode até ganhar um brinde personalizado. Atenção, não vale mensagens de auto-ajuda feitas no powerpoint. As cidades brasileiras são campeãs do barulho (e pensar que tudo começou com a Revolução Industrial), mas tem um estado que é incomparável e tem capacidade para ganhar o primeiro lugar, mesmo competindo com o restante do mundo. O negócio é divulgar, torná-lo objeto de atração turística e profissionalizar os fazedores da poluição sonora para que ganhem um dinheiro a mais com seus resultados. |
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Carnaval de Alagoas até Sergipe |
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Renunciei ao carnaval multicultural de Recife e Olinda, para eleger a folia de Penedo em Alagoas e da cidade vizinha, Neópolis, já no estado de Sergipe. O conteúdo da festa é uma tempestade com raios e trovões feitos de frevo. Se na cidade de Pernambuco, onde moro, Garanhuns, sepultaram esse ritmo, nesses dois lugares, a música pernambucana pede passagem. O carnaval de Penedo promove o frevo em bailes na rua, blocos, bois, carros com o som ligado, bares e casas. |
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Pernambucanos derrubam animais |
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Em se falando de costumes, o alvo festivo do pernambucano não é só o carnaval. Tem uma tradição que consegue arregimentar verdadeiro exército com ramificações por outros estados do Nordeste: a vaquejada. Esse evento que deixa dois seres humanos felizes por derrubarem um boi pelo rabo acontece em qualquer época do ano e geralmente longe dos centros urbanos. Quando a porteira é aberta, o animal sai correndo numa verdadeira rebelião estudantil e atrás dele, vêm os dois cavaleiros como se fizessem parte de uma tropa de choque. |
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Você chega em Recife, admira prédios e monumentos antigos, sabe que eles têm história, e aí tenta entender através dos livros, mas geralmente a leitura cozinha a cabeça com datas e termos impessoais repetindo o mesmo cerimonial de aulas irritantes de história. Assim fica o dito pelo não dito. O objetivo deste texto não é pra você entender o que aconteceu em Pernambuco e a partir desse momento passar em qualquer concurso ou vestibular, mas sim, pintar um quadro da pirâmide brasileira de antigamente. |
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