Sex, 18 de Maio de 2012
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Salvador foi a primeira capital do Brasil (ficou como capital por mais de 200 anos) e é uma das mais antigas cidades do Brasil, foi fundada em 1549. Por esse motivo Salvador é considerada por muitas pessoas como um imenso livro vivo da colonização brasileira. Em Salvador  você não vai ficar por nenhum minuto parado, para te fazer movimentar tem o  Olodum, a Timbalada e o Ilêaiê, que durante o carnaval fazem a festa dos nativos e dos turistas. 
 
Rapidinho: A riqueza de Salvador atraiu a atenção de conquistadores estrangeiros. Em 1624 a cidade foi invadida pelos holandeses que a dominaram durante 11 meses. Em 1638, houve nova tentativa de invasão holandesa, dessa vez sob o comando de Maurício de Nassau. Apesar de ter perdido o posto de capital do Brasil em 1763 para o Rio de Janeiro, a cidade preservou sua importância econômica, histórica e cultural durante muito tempo. Em 1808, recebeu a família real portuguesa em fuga das investidas de Napoleão Bonaparte na Europa. Nessa época, o regente D. João VI abriu os portos brasileiros às nações amigas e fundou, no Terreiro de Jesus (Centro Histórico), a primeira Escola de Medicina do Brasil.
 
A consciência libertária da população de Salvador também deu origem a movimentos como a Conjuração dos Alfaiates. Inspirado nos ideais da Revolução Francesa, o movimento tentou libertar a Bahia do domínio português, mas foi reprimido e seus líderes enforcados na Praça da Piedade (Av. Sete de Setembro). Mesmo depois de proclamada a Independência do Brasil, a Bahia continuou ocupada pelas tropas portuguesas. No dia 2 de julho de 1823, na Estrada das Boiadas, atual bairro da Liberdade, ocorreu a última batalha com o exército nacional derrotando as tropas portuguesas comandadas pelo general Madeira de Melo. A data passou a ser referência para os baianos e é comemorada todos os anos no centro da cidade com desfile cívico e intensa participação popular.  
 

Como Chegar:

Salvador interliga-se ao Estado e ao País através do complexo rodoviário federal, tendo como principal via de acesso o trecho Salvador-Feira de Santana, parte da BR-324, que a une às rodovias BR-101 e BR-116, que fazem ligação entre o Norte e o Sul do País. A BR-242, com origem em São Roque do Paraguaçu (sentido transversal), faz conexão com a BR-116, em direção ao Centro-Oeste do Brasil. Dentre as rodovias estaduais, a BA-099 atende ao Litoral Norte do Estado, enquanto a BA-001 é responsável pela ligação com o sul do Estado.
 

 


 

 

Praias

 

A orla marítima de Salvador é uma das maiores do Brasil. São 50 quilômetros de praias distribuídas entre a cidade alta e a cidade baixa, desde Inema, no subúrbio ferroviário até Praia do Flamengo, no extremo oposto da cidade. Enquanto as praias da cidade baixa são banhadas pelas águas da Baía de Todos os Santos - a mais extensa do país, com 1052 quilômetros de espelho d´água - as praias da cidade alta, do Farol da Barra até Flamengo, são banhadas pelo Oceano Atlântico. A exceção é o Porto da Barra,  única praia da cidade alta que fica na Baía de Todos os Santos.


Essa diferença faz com que as praias da capital tenham uma grande diversidade ecológica. Variando desde enseadas calmas ideais para a prática da natação, esportes a vela, mergulho e pesca submarina, até as de mar aberto e fortes ondas, muito procuradas pelos surfistas. Há ainda as praias cercadas por arrecifes, que formam piscinas naturais de pedra e são ideais para crianças, além de coqueirais, vegetação rasteira e dunas.
Pela localização geográfica privilegiada, as praias banhadas pela Baía de Todos os Santos também tiveram papel fundamental na defesa de Salvador durante o período colonial. Fortes como o de Santo Antônio, mais conhecido como Farol da Barra, Santa Maria, São Diogo e Mont Serrat, localizado na Península de Itapagipe, defendiam a entrada da baía de invasores e piratas que vinham em busca da madeira de pau-brasil.

As praias de Salvador também servem de cenário para as festas populares e demonstrações públicas de fé e sincretismo. Em Itapuã, no mês de janeiro, os pescadores organizam a lavagem da igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã. Nesse mesmo mês acontecem ainda a festa da Ribeira e a Procissão do Senhor dos Navegantes, na Boa Viagem, ambas na cidade baixa. Na praia do Rio Vermelho, organizada pela colônia de pescadores da área, acontece a festa de Iemanjá, no dia 2 de fevereiro, considerada a maior manifestação pública do Candomblé em todo país.
 
E na Ponta de Humaitá, Península de Itapagipe, no dia 8 de março, acontece a festa do presente de Iemanjá de Humaitá. Há três anos, comemorar o Reveillon na praia também tornou-se uma tradição entre os baianos. A festa, organizada pela Prefeitura Municipal de Salvador através da Emtursa – Empresa de Turismo S/A acontece no Farol da Barra e em mais dez pontos da orla marítima, com queima de fogos e shows de cantores e bandas locais e nacionais. As praias da cidade baixa e do subúrbio ferroviário de Salvador possuem águas calmas e sem ondas. À beira mar, diversas barracas vendem bebidas e comidas típicas e no calçadão é possível tanto fazer cooper e caminhadas, quanto sentar para apreciar a beleza da Baía de Todos os Santos.
 
Entre as praias de maior destaque da Península de Itapagipe estão Ribeira, Cantagalo, Roma, Boa Viagem e a Ponta de Humaitá, de onde se pode ver um belo pôr do sol. No subúrbio, as praias mais famosas são Itacaranha, São Tomé de Paripe e Inema, que também possuem águas tranqüilas. Na orla da cidade alta, tanto é possível encontrar praias com arrecifes e enseadas quanto aquelas de mar aberto e ondas fortes.
 
A orla da cidade alta também é dotada de infra-estrutura para atender aos banhistas com postos do Salvamar, ciclovias, pistas de cooper, sanitários e barracas para venda de comidas típicas e bebidas. Em praias como Amaralina, Rio Vermelho e Itapuã, o destaque fica por conta das baianas de acarajé, que tem nessas praias tradicionais pontos de venda.
 
As outras praias da cidade porém, também possuem baianas que comercializam tanto o acarajé quanto abará, cocadas e bolinhos. 
 

Principais pontos turísticos

 

Ao lado das atrações naturais, o patrimônio arquitetônico de Salvador construiu-se numa riqueza valorizada pela revitalização dos sítios naturais, históricos e culturais da cidade. Com mais de 450 anos de história referente ao início do Brasil. Não é por nada que, anualmente, milhares de turistas do mundo inteiro chegam,a Bahia para conhecer de perto antigos paços, ricas igrejas, imensos conventos, fortes casarões residencais e monumentos originais.

Por isso, os sítios turísticos de Salvador oferecem a oportunidade de uma profunda imersão no tempo e nos seus acontecimentos.

Centro Histórico: O Centro Histórico de Salvador é composto por vários prédios em ruínas e passaram a ser recuperados isoladamente nos últimos 30 anos; porém a parir de 1991, este trabalho teve um grande impulso com a revitalização de quarteirões inteiros de antigas residências, conventos e igrejas. É por isso que hoje existe mais de 800 edifícios com fachadas e interiores restaurados, dentre os quais alguns adaptados para novas funções devido a meta de revitalizar a área com fins culturais.

Praça Municipal: A Praça foi aberta por oferecer melhor proteção contra os ataques dos nativos e dos corsários por mar. A Casa do Governador, o prédio da Câmara Municipal e outras construções foram feitas inicialmente em taipa e cobertas de palha e, com o passar do tempo, reedificadas em pedra, tijolo e cal.

Elevador Lacerda: Considerado um cartão postal de Salvador, o Elevador Lacerda ressalta a originalidade topográfica de uma cidade separada em dois níveis. Este grandioso monumento arquitetônico surpreende pelo seu porte, 74 metros da base à torre dos elevadores. A primeira torre foi inaugurada em 1873 e a segunda, em 1930. Transportando, atualmente, mais de 20 mil passageiros por dia, o ascensor foi idealizado e construído pelo engenheiro Antônio de Lacerda em parte com recursos próprios e em parte com doações de comerciantes da cidade. Possui quatro elevadores que fazem o percurso entre a Cidade alta e a Cidade Baixa em apenas 11 segundos.

Pelourinho: Área que abrange um dos mais antigos bairros de Salvador e mostra a expansão da cidade nos séculos de XVII e XVIII. Tombados pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Cultural da Humanidade, o Pelourinho é ocupado por antigos casarões de poderosas autoridades do Governo, ricos senhores-de-engenho e nos próprios comerciantes. A Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos reafirma na cidade a devoção iniciada pelos padres dominicanos na costa africana e compõe o cenário do Largo do Pelourinho, que remete o visitante a uma era de riquezas e ostentação. Alguns edifícios do Pelourinho, como o Solar do Ferão, abrigam alguns dos mais importantes museus da cidade, como o Museu Abelardo Rodrigues, a Fundação Casa de Jorge Amado, o Museu da Cidade, o Museu das Portas do Carmo e o Museu Tempostal.

Cidade baixa: A Cidade Baixa surgiu com sucessivas ampliações da área de praia original, que, a partir de meados do século XVI, chegava ao pé da “montanha” para servir como o Porto da antiga Salvador. Nela foram construídas fortificações, amarras de naus, cais para saveiros e depósitos de mercadorias que iam e vinham de todas as partes do mundo. A primeira área é chamada de Conceição da Praia. Na direção Sul, localiza-se a Segunda área, abrangendo o Solar do Unhão.

Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia: O terceiro templo erguido no mesmo local em louvor à santa de devoção do fundador da cidade Tomé de Souza, foi iniciado em 1736. A construção atual, com fachada de característica neoclássica e interior com decoração inspirada no barroco joanino, teve sua conclusão em 1849. As pedras que compõem a fachada do templo vieram de Lioz, em Portugal. As torres, dispostas em diagonal, conferem uma monumentalidade original ao templo.

 


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