| Aracaju - SE |
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Nome de origem tupi, junção das palavras arara e cajueiro -, é uma cidade moderna e tranqüila, de povo alegre e hospitaleiro, que mantêm a atmosfera de cidade calma, com grande vocação para deixar seus visitantes bem à vontade. Uma cidade planejada, fácil de conhecer. No Centro Histórico, as antigas edificações, lembranças das primeiras décadas da construção da cidade, convivem harmoniosamente com toda modernidade que a capital sergipana oferece. Opções para entretenimento e lazer não faltam.
Aqui você encontra modernos equipamentos turísticos e toda infra-estrutura para os mais diversos eventos. Belas paisagens naturais com extensas praias, dunas, coqueirais e manguezais surpreendem pela variedade e convidam para inesquecíveis passeios. ![]() A cidade de Aracaju foi fundada em 1855, já com planejamento urbano, para abrigar a capital da Província. Naquele ano, o Presidente da Província, Inácio Joaquim Barbosa, transfere a capital de São Cristóvão para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, na época uma aldeia cercada de pântanos e dunas, localizada à margem direita do rio Sergipe. São Cristóvão, primeira capital de Sergipe, não ofereceu mais as condições indispensáveis para uma sede administrativa e os senhores de engenho do Vale do Cotinguiba, maior região produtora de açúcar, exigiram a mudança, por Aracaju estar à beira-mar, facilitando o transporte da produção açucareira. A construção da cidade foi um desafio à engenharia, face à sua localização. O desenho urbano foi elaborado por uma comissão de engenheiros, tendo como responsável Sebastião Basílio Pirro. Naquela época, as cidades adaptavam-se às condições topográficas naturais, estabelecendo irregularidades no panorama urbano. No entanto, o engenheiro Pirro se contrapôs a essa irregularidade e Aracaju foi uma das primeiras cidades no Brasil a ter essa tendência geométrica. O centro do poder político - administrativo (atual Praça Fausto Cardoso), foi o ponto de partida para o crescimento da cidade. As ruas foram arrumadas geometricamente, como um tabuleiro de xadrez, todas direcionadas às margens do rio Sergipe. Praias Uma brisa constante e águas calmas e mornas são privilégios das praias de Aracaju. O passeio pelo litoral da cidade começa nas praias da Coroa do Meio, dos Artistas e de Atalaia, com sua movimentada orla a mais badalada, especialmente na noite e nos fins-de-semana, quando a festa vai até o sol raiar. A Orla de Atalaia, um dos principais atrativos da cidade, é totalmente equipada para diversão e lazer: quadras poliesportivas, Praça de Eventos, um complexo de bares e restaurantes, além de concentrar grande parte dos hotéis e pousadas da capital. Nos restaurantes são encontradas especialidades gastronômicas de todas as partes do mundo, inclusive – é claro – as delícias da culinária regional. Na Passarela do Caranguejo à beira-mar, os bares estão sempre lotados. Ali o programa é quebrar um caranguejo - tira-gosto favorito entre os sergipanos – acompanhado de um bom papo e música ao vivo. Não deixe de conhecer o Oceanário, em forma de tartaruga gigante, composto de 20 aquários que mostram a rica e diversificada flora e fauna marítima e fluvial de Sergipe. Seguindo adiante, outras encantadoras praias: Aruana, Robalo, Náufragos, Refúgio e Mosqueiro, a última praia da capital. Todo litoral aracajuano dispõe de excelente infra-estrutura, com bares de praia que servem o que há de melhor na culinária local. Aracaju ainda oferece, para os mais aventureiros, opções como mergulho em lajes de corais, a menos de uma milha da costa. Croa do Goré A Croa do Goré é uma pequena ilha de areia branca que surge com o movimento da maré, localizada no rio Vaza-Barris, entre os municípios de Aracaju e São Cristóvão. A ilhota recebeu seu nome em homenagem póstuma a um amante da natureza e das águas, o Goré, admirador do local. Nos fins-de-semana, a Croa atrai visitantes em busca de lazer e sossego. Chega-se de lancha, barco ou catamarã, saindo do atracadouro do Mosqueiro, num percurso que dura de 10 a 15 minutos. O caminho percorrido já dá uma amostra das belezas que o visitante vai encontrar: manguezais nativos, pequenas ilhas fluviais e vegetação preservada, fazendo contraste com as belas mansões construídas às margens do rio. O local conta com a estrutura rústica composta de cabaninhas de palha e um restaurante flutuante, que serve tira-gostos como peixe-frito e caldos de ostra, aratu e sururu. Quando a maré sobe, o visitante pode continuar curtindo a natureza subindo num tablado de madeira montado sobre a areia que possibilita a permanência no local. Centro Histórico Uma caminhada pelo Centro Histórico de Aracaju é um passeio pelo passado. Os casarões da época da construção da cidade, os mercados Antônio Franco e Thales Ferraz - recentemente recuperados e transformados em centro de cultura e lazer -, o novo Mercado Municipal Albano Franco – importante centro de abastecimento -, a Praça Fausto Cardoso, a mais antiga da capital, o Parque Teófilo Dantas com sua feira de artesanato, o Palácio Olímpio Campos, o Centro de Turismo com o rico artesanato sergipano exposto nas lojas e o Museu de Artesanato, a Ponte do Imperador - um ancoradouro, construído para desembarque do Imperador Dom Pedro II e sua comitiva, que visitaram Sergipe em 1860 -, a Igreja São Salvador - primeira igreja construída na nova capital, em 1857 -, e a Catedral Metropolitana com sua cúpula ornamentada com belíssimas pinturas do século XIX, oferecem ao turista uma visão completa de como Aracaju nasceu e progrediu. Nosso passeio pelo centro histórico da capital começa na antiga Rua da Aurora, uma das primeiras a ser construídas; margeando o rio Sergipe, tem vista privilegiada da Ilha de Santa Luzia. Hoje compreende as avenidas Ivo do Prado, Rio Branco e Otoniel Dórea, avenidas que ainda abrigam casario antigo - lembranças das primeiras décadas da construção da cidade -, que convive harmoniosamente com construções mais recentes. Na avenida Ivo do Prado, o prédio da antiga Faculdade de Direito, inaugurado em 1917, sedia atualmente o Cultart - Centro de Cultura e Arte da Universidade Federal de Sergipe -, a Galeria Florival Santos e o teatro Juca Barreto. Na mesma avenida outro monumento histórico: a antiga sede do famoso Atheneu Pedro II, marco da educação sergipana, inaugurado em 1926. A poucos metros dali, no Museu do Homem Sergipano (Museu de Antropologia), é contada a história do Estado desde dos primeiros habitantes da região. Ponte do Imperador: Seguindo a avenida, chega-se à Ponte do Imperador, construída às margens do rio Sergipe para servir de ancoradouro para o vapor Apa, quando da visita do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Dona Tereza Cristina à Província. Foi inaugurada em 11 de janeiro de 1860, dia da chegada do Imperador em Aracaju. Inicialmente construída em madeira, foi reformada pela primeira vez em 1910, passando a ter estrutura de ferro. Novas reformas ocorreram em 1920 durante as comemorações do centenário da independência do Estado e na década de 1940, conservando-se no mesmo local, mas adquirindo a estrutura atual. Por longos anos serviu para o embarque e desembarque de mercadorias e passageiros. O ancoradouro está localizado frente à Praça Fausto Cardoso, a mais antiga da cidade, que serviu de ponto de partida para sua expansão. Praça Fausto Cardoso: Inicialmente denominada Praça do Palácio - numa referência ao Palácio Olímpio Campos, antiga sede do Governo Estadual -, recebeu o atual nome em homenagem ao líder político, morto na praça em 1906. No alinhamento das praças Fausto Cardoso e Almirante Barroso encontram-se diversos monumentos importantes da época da construção da cidade: O Palácio Fausto Cardoso – antiga sede do Poder Legislativo Estadual -, o Palácio Graccho Cardoso – sede da Câmera Municipal -, o Palácio Carvalho Neto – construção em estilo Art Décor, sede do Arquivo Público do Estado -, e, ainda, o prédio da Delegacia do Ministério da Fazenda, um belo exemplo da arquitetura do período da formação da capital, construído no local onde anteriormente se erigia o Palacete do Presidente da Província, o qual serviu de residência para Dom Pedro II e sua comitiva quanto a visita à Província de Sergipe Del Rey. Seguindo em direção à Praça Olímpio Campos - reformado no final da década de 1920 por Teófilo Dantas, quando recebe tratamento de parque -, mais edificações históricas: lá estão o Palácio Episcopal e o Palácio Inácio Barbosa – sede da Prefeitura Municipal - e, no lado aposto, o Centro de Turismo e Comercialização Artesanal. No centro da praça, a Catedral Metropolitana, um dos monumentos religiosos mais importantes da capital, tombada pelo Patrimônio Histórico Estadual. Palácio Olímpio Campos: Localizado na Praça Fausto Cardoso, o antigo Palácio do Governo data da segunda metade do século XIX. Concluído em 1863, tem marcantes características do neoclássico. No início do século XX, o prédio passou por grande reforma executada por uma equipe de arquitetos e artistas italianos – entre eles Belando Belandi, Bruno Cercelli e Orestes Gatti -, que alterou significativamente a fachada e o interior, passando a apresentar o ecletismo de influência européia, em moda na época. No prédio, tombado pelo Governo Estadual desde 1985, funcionava a sede do Governo Estadual e a residência dos governantes. Centro de Turismo: Inaugurado em 1911, a arquitetura do prédio está ligada ao ecletismo, caracterizada pela fusão de elementos do romantismo com o neoclassicismo. Inicialmente funcionava no local a sede da antiga Escola Normal. Reformado, o prédio abriga hoje o Museu de Artesanato, mostrando o rico artesanato sergipano, com belas peças produzidas pelos melhores artesãos, além do Centro de Comercialização Artesanal e o Bureau de Informações Turísticas. Em anexo, a Rua 24H, um centro comercial. Igreja São Salvador: No Centro Comercial, no cruzamento dos calçadões das ruas João Pessoa e das Laranjeiras – zona reservada para os pedestres -, está a igreja de São Salvador, a primeira a ser construída na nova capital, em 1857. A igreja foi reformada nos anos 20 do século passado, adquirindo a atual estrutura. Seguindo o calçadão de João Pessoa, chega-se à Praça General Valadão onde se encontra uma das edificações mais antigas de Aracaju: o prédio que um dia sediou a Alfândega, tendo sua construção iniciada em 1856. Ainda no local, o Palácio Serigy, o qual já foi a Cadeia Pública, é hoje sede da Secretaria Estadual da Saúde. Mercados Thales Ferraz e Antônio Franco: Os antigos mercados Antônio Franco, datado de 1926, e Thales Ferraz, inaugurado em 1949, foram recentemente recuperados conforme o projeto arquitetônico original e transformados em centro comercial e cultural, abrigando lojas de produtos artesanais e típicas da região, restaurantes e bares. Junto com o novo Mercado Municipal Albano Franco, construído em anexo, o complexo constitui o nosso mercado central, reunindo num só lugar história, tradição, artesanato, culinária típica e importante centro de abastecimento. Em frente ao Mercado Municipal, o Terminal Pesqueiro da capital. Colina de Santo Antônio: Imperdível é uma visita à Colina de Santo Antônio, primeiro aglomerado urbano da cidade. No local foi realizada a reunião da Assembléia Provincial que definiu a transferência da capital de São Cristóvão para Aracaju. Na época só havia algumas casas de pescadores e uma capela de taipa dedicada a Santo Antônio, posteriormente substituída pela atual igreja. No seu ponto mais alto - que oferece ao turista uma vista panorâmica de toda Aracaju, do estuário do rio Sergipe e da ilha de Santa Luzia -, está a Igreja de Santo Antônio, que no dia 13 de junho é tomada pelo povo para homenagear o Santo Casamenteiro.
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