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Machu Picchu |
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Oitavo dia - 09 de
Janeiro de 2006 -
La
Paz
– Copacabana – Ilha do Sol
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Saí do hotel com muito medo, pois haviam me falado que
era perigoso tomar táxi
em La Paz
estando sozinha; alguns taxistas falsos
chamam outros para roubar o passageiro. Mas; fazer o quê? Rezar e acreditar que
tudo vai dar certo. O rapaz do hotel foi lá fora e disse pra mim que eu podia
ir naquele táxi. Eu precisava ir até
o tal do Cementério, para pegar ônibus
pra Copacabana. O taxista entra numas ruas estreitas sem gente e eu começo a
rezar, sobe, desce anda e não chega nunca. O
medo aumenta e eu penso que
chegou minha hora rssss
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Finalmente chega num lugar caótico cheio de ônibus,
vans, etc. Imediatamente chega um
vendedor dizendo que o ônibus pra Copacabana está saindo e me mostra um papel
com o que seria um lugar vago: a poltrona nº 20. Legal, compro e
digo que a mochila fica
comigo, meio a contra gosto ele
aceita. Assim que entro no ônibus vejo que
os assentos estavam todos ocupados exceto aquela poltroninha solitária
quase junto ao motorista. Sento ali, e fico satisfeita pois dá pra ver
melhor. O rapaz que me vendeu fica
encostado no capô – azar o dele. Duas horas depois começamos a avistar o
Lago Titicaca, a paisagem é
belíssima, me senti num
filme, e sinceramente quase chorei. Valeu
a pena!!! O Ônibus pára pra atravessar o lago e todos os passageiros descem,
foi só nesse instante que desgrudei da
mochila, pois os passageiros atravessam o Lago
de barco e o ônibus de balsa.
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Cheguei em Copacabana às 13hs. Fui procurar um banho
público, achei, mas como sempre
estava imundo. Em seguida fui perguntar sobre os barcos pra
Ilha do Sol. Estava tudo perto, foi só descer a rua principal – cheia
de lojinhas de artesanato e agências de turismo. Paguei 10 bolivianos pelo
barco e foram quase duas horas de travessia. Havia só eu de
brasileira no barco, era aquele burburinho de línguas quase incompreensíveis.
Eu estava curtindo solitariamente a minha trip.
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Ao chegar na ilha do sol,
crianças abordam o barco oferecendo hostales. Dei ouvidos a um menino
que pediu que eu o acompanhasse. O desafia era subir as centenas de degraus de
escadarias íngremes com a mochila nas costas e naquela altitude. Havia uma legião
de mochileiros e só se ouviam
as fungadas ofegantes
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Finalmente depois de muito subir, cheguei ao hostal
que o menino me oferecia por 10US$, pedi p/ ver, era um quarto com banheiro
e ficava em cima do restaurante. A dona disse que era 15US$ mas eu disse
que só ficaria se fosse 10US$. Negócio
fechado, fui fazer um rango ali
mesmo: sopa de quinua como entrada + truta com arroz e salada. Truta do Titicaca
– que delícia.
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Fui caminhar pela ilha, tirei fotos das cholas, e
fiquei sentada curtindo o pôr do sol. Há uns
burricos peludos que trazem as
bagagens dos mais abonados que aqui
desembarcam. É muito comum os nativos pedirem descaradamente: _ Propinas. E as
crianças pedem caramelos.
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Notei que apesar de ser uma ilha, os nativos não
exploram os turistas como é o caso
de Fernando de Noronha. No silêncio do quarto, vi toda a louça do
banheiro e fiquei imaginando aquilo tudo subindo em lombo de
burro.
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Durante a noite
choveu torrencialmente, mas o sol brilhou esplendorosamente
pela manhã. Era inacreditável, parecia que o mundo ia cair
e de repente – o dia está lindo, tranqüilo.
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Nova pagina 2
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