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Machu Picchu |
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Sexto dia - 07 de
Janeiro de 2006 - Cochabamba –
La Paz
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Saí as 9h da
manhã. Paguei 40 bolivianos, mas depois percebi que eram 35. O caminho é
extremamente sinuoso. Estamos na Cordilheira
dos Andes, quase não há vegetação e observa-se as diferentes colorações de
terra, passando
do amarelo à várias tonalidades de
vermelho, cinza e verde. À toda hora sobe gente
vendendo: gomitas, água, refri, pollo, gelatos etc. A dimensão da
paisagem impressiona.
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Observa-se os povos andinos, as primeiras
lhamas e algumas placas: Zona geologicamente instable.
As distâncias indicadas nas placas ora aumentam, ora diminuem, pois o trajeto
é extremamente sinuoso. Começo a
sentir os efeitos da altitude: uma leve dor de cabeça e falta de ar, estamos a
3.900m de altitude.
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Antes de chegar a
La Paz
observa-se montanhas com picos
nevados. Neste momento fico aflita
com o que vejo: à frente está uma aglomeração, muuuuita gente. Relembro dos
relatos que diziam sobre os
conflitos políticos na Bolívia e especialmente
em La Paz.
Por
um instante me arrependo de ter vindo
de ônibus e já me imagino presa
ali, naquele lugar horrível. Não há uma árvore, nenhum verde, olho pela
janela do ônibus e vejo um cachorro
morto. Fiquei assustadíssima. O lugar era assombroso, mas o ônibus
vai contornando devagar e
percebo que trata-se de um festival de danças típicas, uma visão surreal.
Ufa!!!
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Conforme a viagem vai
prosseguindo, a
paisagem começa a mudar.Logo
em seguida, paisagens de montanhas que cercam
La Paz.
A
cidade fica dentro de um cânion e
se parece com as favelas brasileiras,
com a diferença de que a violência aqui não parece tão gritante e as construções
são todas cor de terra.
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Ao chegar na rodoviária, fui imediatamente tomar
um chá de coca, estava com dor de cabeça, efeito da altitude. Enquanto tomava
o chá, folheava o guia à procura de um hotel. A rodoviária não é das
piores, nem o banheiro depois das experiências anteriores.
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Queria ir direto pra Copacabana, mas disseram-me
que os ônibus saem do Cementério,
pela manhã. Resolvi pegar um táxi
e o taxista me levou ao hotel Sagarnaga.
No meu guia indicava 20US$ a diária, o taxista disse que era menos. Acabei
fechando por 10US$ com café da manhã, depois soube de alguns brasileiros que
fecharam por 5 US$. O hotel fica numa rua estreita, cheia de gringos, lojas,
restaurantes - clima é jovial e
animado.
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Dicas - Sexto dia
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1 - Na
Bolívia é preciso pechinchar, em hotéis ligue os chuveiros pra
se certificar de que há água
quente
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Nova pagina 2
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