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  Brasil -Terça-feira, 06 de janeiro de 2009 - Hora: 5:44

 
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Machu Picchu

Sexto dia - 07 de Janeiro de 2006 - Cochabamba – La Paz

  Saí  as 9h da manhã. Paguei 40 bolivianos, mas depois percebi que eram 35. O caminho é extremamente sinuoso. Estamos na  Cordilheira dos Andes, quase não há vegetação e observa-se as diferentes colorações de terra,  passando  do amarelo à várias tonalidades de  vermelho, cinza e verde. À toda hora sobe gente  vendendo: gomitas, água, refri, pollo, gelatos etc. A dimensão da paisagem impressiona.

  Observa-se os povos andinos, as primeiras  lhamas e algumas placas: Zona geologicamente  instable. As distâncias indicadas nas placas ora aumentam, ora diminuem, pois o trajeto é extremamente sinuoso.  Começo a sentir os efeitos da altitude: uma leve dor de cabeça e falta de ar, estamos a 3.900m de altitude.

   Antes de chegar a La Paz observa-se montanhas com  picos nevados.  Neste momento fico aflita com o que vejo: à frente está uma aglomeração, muuuuita gente. Relembro dos relatos que diziam  sobre os conflitos políticos na Bolívia e especialmente em La Paz.   Por um instante me arrependo de ter  vindo de ônibus e já me imagino  presa ali, naquele lugar horrível. Não há uma árvore, nenhum verde, olho pela janela do ônibus e  vejo um cachorro morto. Fiquei assustadíssima. O lugar era assombroso, mas o ônibus  vai contornando  devagar e percebo que trata-se de um festival de danças típicas, uma visão surreal.  Ufa!!!

  Conforme a viagem  vai prosseguindo,  a  paisagem começa a  mudar.Logo em seguida, paisagens de montanhas que cercam  La Paz. A   cidade fica dentro de um cânion e se parece com as favelas  brasileiras, com a diferença de que a violência aqui não parece tão gritante e as construções são todas  cor de terra.

   Ao chegar na rodoviária, fui imediatamente tomar um chá de coca, estava com dor de cabeça, efeito da altitude. Enquanto tomava o chá, folheava o guia à procura de um hotel. A rodoviária não é das piores, nem o banheiro depois das experiências anteriores.

  Queria ir direto pra Copacabana, mas disseram-me que os ônibus saem do Cementério, pela manhã. Resolvi  pegar um táxi e o taxista me levou ao hotel  Sagarnaga. No meu guia indicava 20US$ a diária, o taxista disse que era menos. Acabei fechando por 10US$ com café da manhã, depois soube de alguns brasileiros que fecharam por 5 US$. O hotel fica numa rua estreita, cheia de gringos, lojas, restaurantes -  clima é jovial e animado.

  

Dicas - Sexto dia
1 - Na Bolívia é preciso pechinchar, em hotéis ligue os chuveiros pra  se certificar de que há  água quente
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