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Machu Picchu |
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Quarto dia - 05 de
Janeiro de 2006 -
Santa Cruz – Cochabamba
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Cedinho cheguei em Santa
Cruz de
La Sierra.
Finalmente
estava na Bolívia, tudo é caótico, os banheiros são pagos e imundos O
terminal ferroviário é junto ao terminal rodoviário. Despeço-me do casal que
estava comigo.
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Primeiro choque: eles vendem passagens no grito, uma espécie
de leilão e conforme aproxima o horário
de saída os preços baixam. Queria
pegar ônibus direto pra
La Paz
, mas saem a partir das 17 horas. Em vez de ficar o dia todo
em Santa Cruz
decidi ir pra Cochabamba, são 9 horas de estrada com ônibus sem banheiro.
Comprei a passagem , 70 bolivianos + 3 de taxa de embarque que se paga num guichê
separado. Saída às 8h45min. Como havia lido muitos relatos de que
vendem mais passagens que assentos, fiz o
vendedor me levar até o
banco do ônibus.
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Estava receosa quanto à bagagem e disse que
ficaria comigo. O mochilão ficou um pouco apertado entre as pernas, mas pelo
menos fiquei mais segura. Eles não colocam tickets na sua
bagagem, depois percebi que o bagageiro ia aberto pois
havia gente que viajava lá embaixo.
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Assim que o ônibus sai da rodoviária vai
parando e mais e mais gente vai
entrando. Todos se espremem, as chollas
chegam com o “auaio”,
jogam-no no corredor do ônibus e sentam
em cima. Pára
mais um pouco e entra um monte de
gente vendendo comida, refri. É um caos e a falta de higiene é total. Fico
observando as chollas – elas são super femininas, mas é um feminino forte e
não frágil como estamos acostumados.
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Estava com receio de precisar
fazer xixi que nem água tomava. O impressionante é que ninguém pede ao
motorista pra parar, é um controle dos
órgãos excretores que fiquei
impressionada.
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À 1
hora da tarde o ônibus parou no que chamam de um restaurante enorme à beira da
estrada. O lugar é fétido, horrível, cheio de moscas, cheirando à urina e
cocô. Aquilo me abalou (e olha que eu tenho estômago forte) consegui tomar um
sorvete e comprar um pacote de bolacha.
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A segunda parada foi no início da subida das
montanhas. Não havia banheiro e
todos aliviavam-se no mato. Estava morrendo de fome e consegui comprar uma maçã.
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Ali começou uma subida cuja paisagem me
reconfortava, lembrei das serras gaúchas coma diferença que
aqui é infinitamente maior. À medida que subíamos a temperatura
abaixava. Estava exausta e com fome. Não via
a hora de chegar em Cochabamba.
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Cheguei às 19.30,
mais que as 9 horas de viagem que prometem quando vendem as passagens. A
rodoviária é um caos e o trânsito idem. Sentei no banco da rodoviária e abri
meu guia para tentar localizar algum hotel.
Procurei pelo Hotel Milenium,
e estava bem próximo, há
uma quadra. Ao chegar, pedi para ver o quarto, mostraram-me
dois quartos sem janela. Após algum tempo, finalmente ofereceram-me um
quarto com janela, apesar de ficar no 4º andar
e sem elevador. Quarto grande, bem mobiliado e o banheiro é pequeno.
Negociei o preço, de 70 bolivianos ficou por 65.
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Tomei banho e desci. Só então preenchi a ficha.
A! sim, vc vai precisar muuuito do
seu passaporte. Ao comprar passagens e p/ cadastro
em hotéis. Pedi
sugestão de um restaurante, o
proprietário me indicou o Puerto Madeira.
Fui de táxi, na Bolívia só
pegava táxi pois é muito
barato, me senti uma princesa rssss.
Finalmente estava num
ambiente limpo, organizado. Por 43 bolivianos come-se à vontade, desde mariscos
à pastas. Uma farra gastronômica.
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Dicas - Quarto dia
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1 - Se
estiver disposto a viajar e não dispõe de muito tempo, siga de Santa Cruz
direto p/
La Paz. Ou
se preferir conhecer Cochabamba, um dia é suficiente. Esqueça a farra à mesa
no café da manhã a que estamos acostumados no Brasil, em geral vc senta e é
servido, A comida é “racionada”.
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