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Machu Picchu |
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Vigésimo dia - 21 de
Janeiro de 2006 - Porto Alegre
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Às 6h45min chego
em Porto Alegre.
A
capital gaúcha me recebe com uma chuva fina.
Na rodoviária despeço-me de Leila que vai comprar passagem para
Santa Maria. O próximo ônibus p/ Criciúma é às 11horas. Compro
passagem, faço um lanche e tiro um cochilo na parte superior
da rodoviária
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Às 11h embarco p/ Criciúma num ônibus da
Catarinense, que beleza: ônibus com
banheiro, água, papel toalha e papel higiênicos. Após 3 noites dormindo em ônibus
finalmente vou dormir na minha cama. Durante o trajeto lembro de tudo que vi e
vivi: a Cordilheira dos Andes, as
lhamas, as Cholas, a misteriosa Machu Pichu, os gêiseres,
a ausência de vida do deserto, as pessoas que encontrei, os medos que
enfrentei, o nirvana quando
contemplei o Chacaltaya, e tudo isso, toda a variação etno-geográfica
só na América do Sul. Fico
lembrando do semblante sofrido do povo boliviano
e peruano, ao mesmo tempo sua hospitalidade. A pobreza desse povo e sua riqueza
cultural desrespeitada.
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Volto fortalecida, me enfrentei e por isso fiquei mais forte, sou uma
pessoa melhor!!!
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Vilma Marta Caleffi
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Este é o depoimento do Edmar:
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Vilma, com certeza se volta fortalecido...muitos lugares lindos,
culturas diferentes, tanto locais quanto viajantes de várias partes do mundo
que encontramos...lembro de um Holandes que encontrei em Corumbá e que por
vezes ríamos por usar 4 idiomas (Alemão, ingles, espanhol e portugues) em um
determinado assunto. Bolivia e Peru são países mais pobres, a maioria do povo
tem semblante sofrido mas em todos os lugares fui muito bem recebido só é
preciso ficar sempre atento porque nunca se sabe qual a intenção das pessoas,
assim como, em qualquer parte do mundo. O que me chamou a atenção é a
diferença de atendimento que recebi quando estava viajando como mochileiro e
quando sai do Chile como caminhoneiro. O atendimento se tornou bem mais ríspido
... Há lembrei de uma dica importante...lembram da estória do viajante que
chegou em um lugar desconhecido e perguntou para um velhinho em uma venda: Sr.
Como é o povo daqui? Ele respondeu com outra pergunta? Como é o povo de onde
vc vem? Haaa, é insuportável, ignorantes, individualistas, estúpidos, não
tenho saudade alguma deles e nem sei se volto...e o sábio Sr. Lhe respondeu: O
povo daqui é igual...
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Algum tempo depois aparece outro viajante e faz a mesma pergunta:
Bom dia meu Sr! Cheguei agora, o Sr. Pode me informar como é o povo deste
lugar? E o velhinho com a mesma tranquilidade lhe devolve a pergunta: Como é o
povo de onde você vem? Há, já estou com saudade daquele povo, são ótimos,
amigos, todos se ajudam, tudo parece uma grande família...e o velhinho lhe
respondeu: O povo daqui é igual. Lembre-se que atitudes é tudo!!!
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Abraços a você Vilma e a todos os viajantes.
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Nova pagina 2
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