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Machu Picchu |
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Décimo Oitavo dia - 19 de
Janeiro de 2006 - Antofogasta – Santiago
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Acordei as nove, e fui procurar algum lugar pra comer,
mas não dava coragem. Antofagasta é moderna, é a cidade mais cara do Chile.
Decidi ir ao supermercado e comprar frutas, suco e
bolacha. Comi sentada
em frente o Pacífico (a água é escura e muito gelada)
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Ali solitariamente
comecei a cantarolar plagiando uma música da
Legião Urbana: (faroeste caboclo) “ela queria sair para ver o maaaar
e as coisas que ela via na televisão” Eu estava sozinha
mas super feliz, era o meu momento. Me
dei conta de que a gente precisa de pouco pra ser feliz, sim, muito pouco.
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Voltei pro hotel ao meio-dia, tomei outro banho rápido, mochilão nas
costas e pé-na-estrada.
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O ônibus sai as 14 horas, há um chileno do meu lado e começo a
puxar papo. Ele diz que quando eu chegar em Santiago há dois terminais;
nacional e internacional – isso eu já sabia pois tinha lido nos relatos dos
mochileiros. O salário mínimo no Chile é de
120 mil pesos. Um dólar =
527 pesos. A paisagem ainda é desértica passando por incríveis tonalidades de
verde musgo, grafite e marrom. Em seguida começam as plantações de
oliveiras, com montanhas esverdeadas ao fundo, há fazendas
de vinhedos.
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Quando vou
ao banheiro vejo que meus tênis estão imundos, quase não os reconheço rsss,
as unhas em estado deplorável, sobrancelhas por fazer, me sinto a mulher das
cavernas, mas estou feliz.
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Sou a única gringa no ônibus, a maioria é de homens e reparo que
me observam.
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Nova pagina 2
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