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Raphael Gomes é um dos proprietários da "Samba
Comunicações" ( www.e-samba.net
) - Ele e sua
equipe colocaram os seus equipamentos na mochila e partiram para estrada
fazer um documentário fantástico sobre as belezas do Peru. Leia a
entrevista e é claro leve para casa o DVD. |
Machu Picchu
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Brasil de Mochila - Como
surgiu a idéia de fazer esse documentário?
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| Raphael
- O documentário foi uma união de objetivos. Trabalho há 10 anos como
diretor de fotografia e câmera-man e montei o projeto com o Gustavo
Checchinato, que é um apresentador que já rodou o mundo. A idéia foi
fazer um roteiro que fugisse do tradicional "vídeo de viagem" e
apresentasse a cultura dos países visitados. Quem assiste, sente-se
viajando com a gente. Foi este o nosso objetivo: levar o telespectador na
bagagem. Ou melhor dizendo, na mochila. |
| Brasil
de Mochila - Quais foram os lugares que
vocês passaram? |
| Raphael
- O circuito começou por Cuzco e seguiu para Arequipa, Convento de
Santa Catalina Nazca, Cnion Del Coca, Cemitério de Nazca, e Machu Picchu |
| Brasil
de Mochila - Qual foi o que mais chamou a sua
atenção? Por que? |
| Raphael
- O Cânion Del Coca, que é o mais alto do mundo e está no nosso
documentário como destaque. Pra quem vai de carro ou ônibus, ele fica a 6
horas de viagem de Arequipa. Mas o que eu recomendo é fazer trekking. A
caminhada começa em um vilarejo rústico no alto do Cânion e durante todo
o trajeto você encontra pessoas que estão longe de qualquer tipo de
tecnologia. São vilarejos que se formaram à beira do abismo, e seus
moradores enfrentam 10 horas de trilhas íngremes pra comprar o que for. A
caminhada dura dois dias e a estadia é em chalé de madeira com uma grande
atração: uma piscina natural de água quente.Imperdível. |
| Brasil
de Mochila - E qual a dica para não
cair em furada durante uma viagem ao Peru? |
| Raphael
- Não queira economizar em transporte.Em toda rodoviária existem
ônibus baratos (para os peruanos) e os ônibus especiais (para turistas),
que são mais caros. No ônibus de turista, você paga um pouco mais caro,
mas pelo menos não passa frio, não respira poeira e consegue aproveitar a
viagem no final do trajeto. |
| Brasil
de Mochila - Vocês tiveram muitos problemas
pelo caminho? |
| Raphael
- Olha, ter um espanhol intermediário ajuda, e muito. A fama de que
peruano gosta de tirar vantagem em tudo, realmente é verdade. Se você não
ficar esperto, pode gastar mais dinheiro e tempo do que realmente precisa. A
vantagem é que o brasileiro costuma sacar este tipo de coisa rápido, e sai
mais ileso do que os outros turistas. |
| Brasil
de Mochila - Qual é a maior dificuldade de se
fazer uma gravação em outro país? |
| Raphael
- A principal dificuldade é sempre o equipamento. Fizemos todos os
seguros de viagem, mas sempre rolava uma tensão. No deserto, por exemplo,
tudo teve que ser embrulhado em plástico filme, por causa da poeira. Já
nos outros lugares, a preocupação era com a umidade. |
| Brasil
de Mochila - Existem outros projetos para um
futuro próximo? |
| Raphael
- Sim, estamos esqueletando nosso roteiro por Chile, Argentina e
Uruguai. A escolha é porque acreditamos que "nossos vizinhos"
contam muito sobre a própria história do Brasil. Queremos provar que as
belezas naturais e culturais da América Latina são fascinantes. |
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| Para
entrar em contato com o Raphael mande e-mail para raphagf@uol.com.br |
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| Por:
Brasil de Mochila |