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  Brasil -Terça-feira, 06 de janeiro de 2009 - Hora: 5:40

 
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Entrevista - Raphael Gomes

Raphael Gomes é um dos proprietários da "Samba Comunicações" ( www.e-samba.net ) - Ele e sua equipe colocaram os seus equipamentos na mochila e partiram para estrada fazer um documentário fantástico sobre as belezas do Peru. Leia a entrevista e é claro leve para casa o DVD.  

  Machu Picchu

 

Brasil de Mochila - Como surgiu a idéia de fazer esse documentário?

Raphael - O documentário foi uma união de objetivos. Trabalho há 10 anos como diretor de fotografia e câmera-man e montei o projeto com o Gustavo Checchinato, que é um apresentador que já rodou o mundo. A idéia foi fazer um roteiro que fugisse do tradicional "vídeo de viagem" e apresentasse a cultura dos países visitados. Quem assiste, sente-se viajando com a gente. Foi este o nosso objetivo: levar o telespectador na bagagem. Ou melhor dizendo, na mochila.
Brasil de Mochila - Quais foram os lugares que vocês passaram?
Raphael - O circuito começou por Cuzco e seguiu para Arequipa, Convento de Santa Catalina Nazca, Cnion Del Coca, Cemitério de Nazca, e Machu Picchu
Brasil de Mochila - Qual foi o que mais chamou a sua atenção? Por que?
Raphael - O Cânion Del Coca, que é o mais alto do mundo e está no nosso documentário como destaque. Pra quem vai de carro ou ônibus, ele fica a 6 horas de viagem de Arequipa. Mas o que eu recomendo é fazer trekking. A caminhada começa em um vilarejo rústico no alto do Cânion e durante todo o trajeto você encontra pessoas que estão longe de qualquer tipo de tecnologia. São vilarejos que se formaram à beira do abismo, e seus moradores enfrentam 10 horas de trilhas íngremes pra comprar o que for. A caminhada dura dois dias e a estadia é em chalé de madeira com uma grande atração: uma piscina natural de água quente.Imperdível.
Brasil de Mochila - E qual a dica para não cair em furada durante uma viagem ao Peru?
Raphael - Não queira economizar em transporte.Em toda rodoviária existem ônibus baratos (para os peruanos) e os ônibus especiais (para turistas), que são mais caros. No ônibus de turista, você paga um pouco mais caro, mas pelo menos não passa frio, não respira poeira e consegue aproveitar a viagem no final do trajeto.
Brasil de Mochila - Vocês tiveram muitos problemas pelo caminho?
Raphael - Olha, ter um espanhol intermediário ajuda, e muito. A fama de que peruano gosta de tirar vantagem em tudo, realmente é verdade. Se você não ficar esperto, pode gastar mais dinheiro e tempo do que realmente precisa. A vantagem é que o brasileiro costuma sacar este tipo de coisa rápido, e sai mais ileso do que os outros turistas.
Brasil de Mochila - Qual é a maior dificuldade de se fazer uma gravação em outro país?
Raphael - A principal dificuldade é sempre o equipamento. Fizemos todos os seguros de viagem, mas sempre rolava uma tensão. No deserto, por exemplo, tudo teve que ser embrulhado em plástico filme, por causa da poeira. Já nos outros lugares, a preocupação era com a umidade.
Brasil de Mochila - Existem outros projetos para um futuro próximo?
Raphael - Sim, estamos esqueletando nosso roteiro por Chile, Argentina e Uruguai. A escolha é porque acreditamos que "nossos vizinhos" contam muito sobre a própria história do Brasil. Queremos provar que as belezas naturais e culturais da América Latina são fascinantes.
 
Para entrar em contato com o Raphael mande e-mail para raphagf@uol.com.br 
 
Por: Brasil de Mochila

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