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Na chegada a Rivera, a primeira coisa, foi procurar
um lugar para nos alimentar e o principal, nos esquentarmos.
Andamos,
circulamos até encontrarmos uma padaria Uruguaia... Fomos numa ótima lanchonete,
que mesclava com padaria. Bom atendimento, aliás, a recepção dos nossos hermanos,
se comparado ao nosso, leva ampla vantagem. Mesmo que você apenas entre no local
para olhar os produtos. Primeira coisa, um café quente e depois encher a barriga.
Ficamos cerca de uma hora, Após o grupo se dividiu, pois cada um tinha seu
objetivo.
Tínhamos pesquisado alguns produtos, lojas e coisas a fazer...
Então partimos para as compras, perfumes bebidas, alfajores... Encontramos
muitas excursões e conhecidos da nossa cidade e região.
O dia foi passando, o sol brilhava, a temperatura chegou a no máximo 8º graus
ao meio dia. Almoçamos, curtimos o local exploramos a avenida principal que era
extensa, mas para compras, é no máximo quatro quadras de lojas e shoppings.

Nas ruas paralelas, existiam lojas e muitos mercadinhos, armazéns e bolichos
bons para comprar queijos e vinhos. Fiz um cambio local para comprar uns
produtos de camelôs, e até guardar umas cédulas para a minha coleção.
Interagindo com moradores locais, soubemos que nos brasileiros atravessávamos a
fronteira para comprar supérfluos, como bebidas, doces e perfumes. Os Uruguaios
atravessam a fronteira para comprar mantimentos como arroz, feijão, enfim a
cesta básica nossa. Pois no Uruguai estes produtos são importados o que encarece
muito pra eles, existindo uma inversa proporção.

A tarde foi passando e o sol esvaecendo ao entardecer, junto a isto o frio
dava as caras. E o nosso bus... Logo a avenida começava a esvaziar, pois as
lojas fechavam as 17hrs, até porque era sábado. Fomos reunindo o grupo
novamente, resolvemos fazer nosso lanche da tarde, na mesma padaria que tomamos
café, para matar um tempo.
Neste meio tempo, fomos informados que a empresa mandou no final da manhã um
ônibus para nos resgatar e não sabíamos que hora chegaria.
O sol se foi e o frio já beirava 3º graus. Aos poucos nosso grupo se reunia na
praça central. Parecíamos um acampamento de ciganos, nômades ou até mesmo de sem
terras rsrsrsrs. Visto que tínhamos sacolas, caixas, cadeiras e até carrinhos
rsrsrsrsr. Na praça tinha muita movimentação, pois existiam muitos ambulantes,
vendedores diversos, músicas e descontração.
Pelo menos íamos descontraindo, esperando naquele frio todo, o nosso ‘resgate’.
As horas passavam e todos os ônibus já tinham se retirado, somente nos
‘turistas’, aguardávamos naquela praça.
Como a expectativa era ser uma viagem curta, não levamos roupas extras. Eu
comprei uma touca do meu gosto, pois passei a minha para Adriane. Estávamos bem
trajados, mas à medida que a noite caia o cansaço ia pegando e o frio mais
ainda.

Teve algumas pessoas que não conferiram a previsão do tempo, pois estavam apenas
de camiseta e moleton. Perto das 20hrs enfim lá estava o nosso resgate, não era
um ônibus novo, nem velho rsrsrsrs...
Parecia um Scania anos 90, por ai. Com bancos de couro, cor bege, motor
possante (barulhento)...Ah e um detalhe, como este ônibus foi comprado em São
Paulo, não existia ar condicionado. Apenas ‘calefação’, onde pegávamos apenas um
arzinho caliente.
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