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13/01/2008 - Salta
Chegamos em Salta perto da meia noite. Atordoados por não termos descansados
o suficiente, devido ao carnaval de filmes e músicas américoespanicos. No
terminal de Salta, além de reclamarmos novamente sobre o barulho, na hora de
pegar nossas mochilas foi um caos e uma estranheza aparte. Na hora de
embarcarmos lá em São Pedro quem carregou a nossa bagagem foi um dos
funcionários da empresa de bus, e na hora de descarregar não havia um
funcionário sequer. Sendo que a tarefa era feita por "flanelinhas de bagagem",
mais essa agora. Aqui no Brasil estamos acostumados com o “achaque” geral e
agora estávamos diante de outro, muito estranho. Pois os "flanelinhas" eram mau
educados e desajeitados, alem do que cobravam uma gorjeta e não aceitavam
qualquer gorjeta. Pagamos 80 dólares a passagem e ainda assim ficamos a mercê de
uns pivetes, jogaram a minha mochila no chão pois era a primeira e demoramos pra
descer, empilharam várias bagagens em cima e ainda por cima me cobraram...Bom a
mochila da Adriane, foi a que mais sofreu, pois quem pagava primeiro levava, e a
dela ficou de um lado e viraram um balde de detergente de banheiro em cima.
Sabem aquele cheiro de banheiro de ônibus, pois é, em casa lavamos várias vezes
a mochila e ainda assim impregnou. Pra resumir quase encrenquei com os "flanelinhas"
e os funcionários da empresa, pois era uma situação inusitada e estranha pois
deveriam pelo menos sermos bem tratados até o fim da viagem ou pelo menos até
pegarmos nossa bagagem . Entramos no terminal e fomos direto procurar empresas
que fossem para Posadas, encontramos Flecha Bus, e a passagem era algo em torno
de 120 pesos cada, as 15h00min da tarde... Puxa vida o que fazer, compramos.
Neste meio tempo já passava das 01h00min e resolvemos dormir na rodoviária, na
mesma se situação que nós estavam mais uma dúzia de mochileiros, fomos para um
canto onde se concentravam todos, pegamos uma mesa nos acomodamos ali mesmo...
Eu estava cansado que tirei uma longa soneca na debruçado numa mesa, a Adriane
indignada com o cheiro da mochila não conseguia dormir então ela ficou de
campana avaliando o estrago do líquido, a sorte nossa que, tínhamos ensacado
nossas roupas e por isso não molhou tanto. Pra resumir a história da mochila, eu
tive que carregá-la usando uma das capas de chuva de Machu Pichu, pois Adriane
tinha ânsia daquele cheiro. A capinha de chuva foi uma benção pois serviu de
cobertor e agora de isolante de cheiro rsssrsrsrsrs.
A minha soneca foi longe, estava tão cansado que apaguei e somente despertei
as 06h00min da manhã quando aumentou o fluxo de gente. Tomamos um café preto,
banho de torneira rsrsrsrs, nossa sorte era que o banheiro não era cobrado.
Aproveitei que na Cafeteria eles faziam cambio, a 3 pesos por dólar, troquei
apenas pra não correr risco de ficar sem grana em alguma eventualidade. Por
volta das 08h00min resolvemos andar pela cidade, deixamos nossas mochilas na
custódia pegamos informações turísticas e saímos a pé, pois tudo era pertinho.
Só que, para nosso azar, a maioria dos museus estavam fechados porque era
segunda feira, e o passeio do Trem das Nuvens, retornava as 18:00, ai já
dificultava nossos planos. Conferimos o que deu e fomos fazer compras, pois
algumas coisas comparadas com nosso Brasil é muito barato.Por volta das 11h00min
fomos ao um mercadão e compramos alfajores, doce de leite, perfumes,
desodorantes, vinhos, Quilmes excelente cerveja entre outros produtos. Botamos
tudo em duas caixas de papelão, selamos bem, e lá estávamos nós de muambeiros em
plena argentina... rssrsr. Pegamos um táxi retornamos pro terminal, restou nos
prepararmos pra embarcar com aquelas muambas no bus rsrsrsrs, antes disto
resolvemos almoçar, a Adriane pediu um prato de spaghetti e uma coca cola pra
dividirmos, pois eu não estava com fome e apenas ia beliscar a massa. A surpresa
foi na hora de pagar a conta, o valor daquele pedido saiu quase 50% a mais que o
cardápio dizia... E reclamar pra quem... Nossa sorte foi que tinha sobrado umas
moedas e inteiramos com uns reais... Acomodamos as caixas e nossas mochilas no
Flecha Bus e seguimos em frente, pra variar filmes, mas nossa sorte foi que não
tinha criança chorando desta vez. A paisagem saindo de Salta ainda é
interessante, mas ao longo do caminho vai ficando mais plaino e sem graça,
lembra um pouco o caminho pra Corumbá. Muitas fazendas, muito pasto, muito gado
e em alguns trechos mata verde. Anoiteceu tomamos um remedinho e só acordamos de
manha cedo quando o sol já raiava mais ou menos as 07h00min da matina. Faltava
cerca de 2 horas até Posadas e mais algumas horas para chegarmos em casa. Neste
trecho pude observar o Chaco argentino, que acredito eu ser o Pantanal , pois
era idêntico ao nosso, enormes áreas verdes alagadas, e muitos pássaros iguais
do nosso pantanal.
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