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12/01/2008 - Saindo de São Pedro e Chile Domingo pela manhã, bem
cedo, resolvemos gastar o resto dos nossos pesos. Compramos chocolates,
chicletes e água. Ainda sim ficaram umas moedas de lembrança. Voltamos para a
pousada e demos adeus a senhora que cuidava do local, afinal pelo menos bem ela
falaria de nos brasileiros. Fomos ao local indicado pra pegar o bus e já tinha
um casal de porto alegrenses e um inglês esperando o mesmo bus... Bom ficamos
das 09h30min até as 11:00 esperando...mas tudo bem...Chegando o bus, laranja
imponente, uma beleza...mas pra variar televisão, filme e criança chorando...O
bus andou cerca de 10 minutos e parou na aduana chilena pra carimbarmos a saída
do Chile. O casal de Porto Alegre teve problemas, pois levavam frutas na mochila,
a garota era tão entendida, mas tão entendida, entendem, que quanto mais
explicava pior ficava, ao invés de tentar amenizar a situação. Mas enfim cerca
de 01h30min depois o bus começou a andar novamente. Logo começamos atravessar as
cordilheiras, que visão, que paisagens! Quanto mais subíamos, mais bonito ficava.
O contraste das curvas com pedaços de carros e caminhões que ali se acidentaram
eram cenas macabras... Algumas cruzes ao longo do percurso, chamaram minha
atenção. Em especial uma cena, uma cabine e uma carroceria de caminhão tombada,
toda amassada e 4 cruz ali cravadas, poderíamos somente imaginar o que aconteceu
ali. No longo caminho tinha um caminhão tombado, parece que eles vinham em
comboio e um deles acabou se perdendo numa curva e tombou. Mas a subida
continuava lenta e gradativa. A Adriane passou mal, com uma espécie de enxaqueca
violenta, mas nada poderia ser feito a não ser agüentar... Logo começamos a
descer e subitamente melhorou, parece que num ato psicológico de sentir-se bem.
No caminho avistávamos as montanhas de sal que eram feitas para extração, nesta
imensidão entre montanhas e sal quase não existiam casas. Perto das 17:00
estávamos na Aduana Argentina em JuJuy.

Solo Argentino - Muitos turistas brasileiros atravessando de carro e
excursão. Sem contar o frio e a tempestade que os relâmpagos e trovões avisavam
que iria chegar. A aduana era um local confuso meio desordenado. Em meio a
confusão, uma família, não pude ver a nacionalidade começou a passar mal devido
a altitude, a mãe e as duas crianças tiveram que ser amparadas e atendidas na
emergência. Aí pensamos, que se ali mais ou menos 3500 m eles já estava mal,
imagina como estariam se continuassem atravessando em direção ao Chile.
Carimbamos e seguimos viagem, solicitamos varias vezes pra baixar o volume
daqueles filmes américoespanicos, mas não fomos atendidos... Mais a noite o
serviço de bordo foi excelente, mas o barulho enlouquecedor, pois as paisagens
eram tão belas que somente o silencio serveria de trilha sonora. Atravessamos a
noite com aquela mr...da, de filmes e músicas, eu estava com meu tapa ouvidos
mas a Adriane sofreu mais, mas não podíamos fazer muita coisa a não ser reclamar. |