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03/02/2008 - Copacabana
O bus veio nos buscar no hotel as 08h00min, e encontramos a Tati e o
Cleverson, estes que viajaram no trem da morte conosco mas em Santa Cruz
resolveram pegar avião pra La Paz e agora nos acompanhariam até Cusco. Na
própria agência você trata o local de embarque e qual hotel, onde te buscar. O
bus era bom, um microônibus, teve relatos de pessoas que disseram que era
horrível com mil e um defeitos, mas confesso que esperava um "caco veio", um
"caminhão de bóia-fria", estava preparado pra uma "bomba"... Não vi nada de
mais! No começo as paisagens não são exuberantes, mas depois de umas 2 horas de
viagem já começamos avistar o famoso lago Titicaca (Puma de Pedra)...

As paisagens compensam qualquer falta de ar, qualquer desconforto... Logo
chegamos às balsas onde temos que descer e pegar uma lancha pra atravessarmos e
seguimos em frente. Cada vez mais as paisagens se mostram incríveis... Céu azul,
nuvens brancas, sol forte, vento e ar frio, lago azulado e montanhas nevadas ao
longe... Era meio dia e estávamos em Copacabana, cidadezinha simpática cheia de
mochileiros e turistas de todo mundo, nos unimos e as meninas foram ver o hotel...e
os guri foram ver uma agência de turismo pra negociarmos passeios e tal...e quem
estava mal ficou guardando a mochila de todos, coisa que foi o meu caso e do
Filipi rsrsrsrs...O Leon e o Marcelo fecharam um baita negocio, tipo 150
bolivianos o pacote nos levaria até cusco...daria direito ir a Ilha do Sol,
depois transporte a Puno, Ilhas Flutuantes de Uros e transporte a Cusco...pela
Trans Peru um excepcional ônibus. Só tinha televisão com um emocionante filme
américoespânico rsrsrs. Bom, as meninas foram ver o hotel... Excelente também...
Mas logo as 13h30min já sairia o barco para a Ilha do Sol. Alguns tiveram que
sacar dinheiro, outros foram ver a igreja e eu preferi comer. Na avenida em
direção a igreja, avistei o SNACK 6 DE AGOSTO, já tinha lido e visto varias
recomendações sobre ele, pena que eu estava com notas grande de bolivianos e
algumas moedas de reais... Pois o mini-garçon merecia uma boa gorja... Que lugar
bom, barato, organizado e bom atendimento, dei um real e cinqüenta de moeda pra
garçom ele ficou meio sem jeito, mas aceitou... Pedi uma porção com truta deu o
suficiente pra dividir com a Adriane, e ainda sobrou. Logo pegamos o barco,
entramos em cima do laço, a viagem durou em torno de 01h30min hora, até a Ilha
do Sol...

Ilha do Sol - O caminho até a ilha é interessante, navegar pelo lago
Titicaca não é pra muitos... A temperatura ao sol era quente, mas o vento e o ar
eram frios. No desembarcar você paga uma espécie de entrada, no local existe
diversos meninos oferecendo hostels, ai você pode barganhar e escolher, no nosso
caso o Marcelo trocou uma idéia com um morador que nos guiou até o hostel de sua
família, e foi nos contanto um pouco da ilha e daquelas escadarias que datavam
de muitos anos a.C.. Bom, no pé da ilha estávamos a mais ou menos 4000 m acima
do nível do mar, e não imaginávamos que teríamos mais uns 400 m pra subir. As
mochilas pesavam em torno de 10,12 quilos e cada passo que dávamos o sofrimento
ia aumentando... Tivemos que parar diversas vezes pra descansar... No caminho
fui pensando se não tinha um meio menos sofrido pra subir aquilo, então quase no
topo vejo que existem burros pra levar a bagagem... Que beleza quase no topo,
sem pernas e fôlego burritos pra nos levar... Que ironia! Aquela caminhada
esgotou toda minha energia, pelo menos uma vez na vida o esforço "vale o premio",
a vista lá de cima era monumental... Era simplesmente um "Monet" em cada direção
que olhássemos... Conferimos o hostel era bom, custava 25 bolivianos por pessoa,
alguns quartos eram de casal e outros triplos, com banheiro compartilhado.
Também não tínhamos escolha, pois já tínhamos sofrido bastante e não compensava
pechinchar outro hostel. O pessoal que estava com "gás" saiu pra fazer uma
caminhada na ilha e visitar umas ruínas que existe por lá, eu e Adriane já
tínhamos esgotado a cota de energia do dia e resolvemos caminhar e tomar uns
chás de coca e outra planta parecida com hortelã, muito boa por sinal. Queríamos
comprar uns artesanatos, curtir o local e interagir, pois vale o sofrimento de
subir tudo aquilo com certeza. No entardecer caiu uma chuva que durou um bom
tempo o que tornou o lugar mais interessante, pois os raios de sol apareciam ao
longe dando outra visão para aquele lugar. À noite jantamos num restaurante
vizinho ao hostel, que é da própria família dona do hostel. Conhecemos um
francês que acredito eu, viva somente pra viajar... Ele falava inglês fluente,
coisa que me falta, e pouquíssimo espanhol... Mas no embromeixon saía algum
entendimento... rsrsrs até chegar a Lu que é professora de inglês e tanto eu
quanto ela "alugamos" o cara rsrsrsr. O que sanou algumas curiosidades sobre
suas jornadas. Perguntei quantos países ele conhece, ele me respondeu com outra
pergunta - Este ano? Dei risada e devolvi com outra pergunta - Olha me diz no
geral, mas quantos países conheces, este ano, por curiosidade? Adivinhem a
resposta... Em 2007 ele já tinha conhecido 6 paises, e no geral mais de 30, Nos
contou que trabalhou por 6 meses na Austrália de barman e resolveu vir pra
América do sul entrando pelo Chile... Explicou-nos, que na França tem uma
espécie de pacote que você paga, 3 mil dólares e tem direito a conhecer 10
paises, ficando 30 dias em cada pais se você quiser. Não quis entrar em detalhes
com ele... Mas até ali eu já estava abismado... rsrsrs, pois algum dia chego lá.
Neste tempo fomos jantando, comendo a famosa truta do Titicaca... Até nos
retirarmos pra dormir. No meio da noite me deu uma enxaqueca violenta... Acho
que era pressão alta ou algo do gênero... Tomei uma aspirina que aliviou um
pouco, mas acabou me tirando o sono, pois a preocupação foi grande... Mas
consegui descansar até o amanhecer e tomar um susto... Tinha esquecido a
mochilinha de ataque com todo meu dinheiro no restaurante, corri até lá e vi que
estava caída atrás dos bancos que estávamos sentados... Impressionante o apagão
mental que me deu... Recuperado do susto fomos tomar mais uns chás de coca, com
bolachas de chocolate que estávamos trazendo junto com as barrinhas de cereais,
desde o Brasil rsrsrs... Por volta das 10h00min o barco saia do cais, arrumamos
os trapos e descemos à ladeira... Outra aventura, a descida! Fui mascando as
folinhas verde de hortelã da ilha, não lembro o nome, o fator psicológico a
sensação boa que me dava mesmo com todo o esforço foi interessante, até tomarmos
o rumo de volta a Copacabana. Chegamos meio dia passado e o bus para puno sairia
a 13h00min horas. |