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31/12/2007 La Paz O bus parou numa rua paralela ao terminal,
tinha uma muvuca de táxis próximos, vários já se escalaram pra fazer a corrida.
Pensamos um pouco, um bom pouco, pois cada um tinha uma idéia... E até
organizarmos... Mas enfim pegamos dois táxis eu, Adriane e Leon em um, e o
Marcelo, Débora, Filipi e Lu, em outro. Tínhamos pesquisado o el carretero...
Baita furada... 10 bolivianos a menos na corrida, fomos a outro na Avenida
Llampu... Muito caro... Mais 10 bolivianos... Enfim paramos no Marbella... Meia
boca, meio barato... Mas enfim já era tarde e não tínhamos muito conhecimento.
Mais 10 bolivianos e a paciência do taxista, rsrsrsr. O Marbella custava 35 bolivianos com banheiro compartilhado e 40 com banheiro
privado e duas camas... Bom né... Os guris quiseram economizar e ficaram no de
35, mas o banheiro era triste muito triste, e nos pegamos o de casal... Bom o
banheiro era pequeno, mas era somente nosso... rsrsrs...e depois de quase 3 dias
sem tomar banho um banho quente era a salvação!
(Uma dica peça para taxista te deixar na calle Llampu, pois lá estão todos os
hotéis e hostels possíveis pra mochileiros... apartir de 60 bolivianos. Alem de
ter diversas agencias de viagens... não vá ao El carretero, é sinistro, muito
sinistro). Ambientamos-nos com o lugar, muito simples, mas agradável, o Marcelo
tinha ouvido falar de uma boate chamada Mongos, distante do hotel que a entrada
custava 20 dólares. Ficamos indecisos, mas resolvemos ir, pois afinal era
véspera de ano novo. Confesso que não gostei muito, fiquei um pouco contrariado,
pois eu cuidava do “caixa” e 20 dólar multiplicado por 2, 40 dólares numa
tacada! Logo de cara na cidade! Partimos primeiro, eu, Adriane e Leon pois o restante demorou pra se acomodar
devido ao banheiro compartilhado. Assim que chegamos à boate, o lugar era
agradável, parecido com as boates brasileiras, mas desorganizadas. E pra ajudar
fomos mal atendidos... Desconfiamos do porque deste mau atendimento... E
descobrimos... Não éramos "estrangeiros', mas "brasileiros"... Resolvemos ficar
esperando o restante do pessoal e ficamos analisando o publico que entrava no
local. De cada 10 pessoas que entravam na boate, oito era europeu ou americano!
Mas enfim, irritações de lado, não nos intimidamos, entramos e praticamente
éramos os mais animados do momento. Nem a musica era tão coordenada quanto o
nosso pagode, aquele jeito brasileiro de ser, expansivo, conversador, amigos de
todos... rsrsrs... Bom os 20 dólares era uma espécie de consumação consistia em
um cardápio que continha uma entrada, um prato principal, uma sobremesa, um chá
no final e um brinde com uma taça de champanhe na virada... Confesso que
amenizou o rombo do cofre, pois imaginei que fosse pagar a entrada e no máximo
que teria direito, se fosse aqui ao Brasil era uma gelada... rsrsr... Agitamos
um bocado, o Filip encontrou uma ex colega da Alemanha que estava fazendo
estagio na Bolívia... interessante como o mundo é pequeno... da Alemanha pra se
encontrar dentro da boate na Bolívia... bom, ficamos até as 02h00min da madruga,
eu e Adriane, estávamos cansados e o Filip mal, a altitude estava debilitando-o.
O pessoal ficou até que deu...
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