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Rumo a Machu Picchu |
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Décimo Sétimo dia - 21 de Janeiro
de 2004
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Acordei e a visão é apenas do deserto, nada em
volta. Estamos a 25Km de Tacna e o ônibus para no meio do nada - o combustível
acabou. 08:00h, descemos do ônibus e ficamos torrando no
meio do sol (foto 1) Muitas pessoas estão nervosa com o motorista
- ele fica falando que a culpa não é dele e sim da empresa. O ajudante
do motorista pega um galão e sobe em um ônibus que parou e vai para Tacna.
Depois de mais de uma hora ele volta em um taxi e vamos embora - pouco depois
chegamos em Tacna. Quando descemos na rodoviária começa a gritaria, as pessoas
tentam vender passagem para Arica. Vamos até um posto de informação e o
Guilherme pergunta o que tem para fazer em Tacna, a mulher fala que não tem
nada. Então decidimos ir para Arica hoje mesmo. Combinamos com um cara o valor
de $8,00 Soles (U$2,30 dólares) para cada um. Vamos com ele até uma outra
estação que fica ao lado. Lá só tem carros. Ele mostra o carro que vamos e
diz que temos que esperar pois ele precisa de mais um passageiro. Quando
chegamos no carro tinha um chileno que estava na Venezuela visitando o pai. 40
minutos de espera e o motorista chega com um casal. Ele vai rápido, a estrada
não tem muitos carros e o deserto (Foto 2)esta dos
dois lados. Chegamos no lado peruano da fronteira e tem uma fila enorme de
carros (Muitos peruanos passam as ferias em Arica no Chile e como era janeiro
tinha muita gente indo para lá). Quando descemos do carro o cara pediu para
abrir a mochila, só que nem olharam direito a minha. Carimbamos o passaporte,
entramos no carro e um pouco mais estamos no lado Chileno da fronteira -
bastante grande e a fila e enorme, bem mais devagar que do lado peruano - no
Chile não pode entrar com alimentos e frutas (o problema e o mosquito da fruta
- tem vários cartazes com a foto do mosquito da fruta) Demoramos mais de 1 hora
e quando carimbei o passaporte temos que passar a mochila no raio-x
depois abrir. mais uma vez o cara nem olhou a minha direito. na estrada
novamente e avisto lá no fundo uma faixa de agua é a primeira visão do Oceano
Pacifico. Um pouco depois chegamos na rodoviária. Como em Tacna, existe um
lado para carros e outro para ônibus. Pela primeira vez na viagem, nós
descemos e não veio ninguém gritando tentando colocar agente em um hotel, ou
vendendo algum pacote turístico. troquei na casa de câmbio da rodoviária
U$70,00 Dólares deu $38.500 Pesos Chilenos - U$1 Dólar vale $550 Pesos
Chilenos - Fui comprar a passagem para Santiago, $22.000 Pesos (U$40,00
dólares) O ônibus sai amanhã as 18:00h - Guilherme comprou a passagem dele
para San Pedro o ônibus dele sai amanhã 12:00h. Saímos da rodoviária e fomos
procurar um hotel, rodamos tudo por ali e achamos na frente da rodoviária por
$2.500 Pesos Chilenos (U$4,55 Dólares) tudo certo e fomos almoçar em um
pequeno shopping que tem ao lado da rodoviária - Arica é uma cidade praiana e
por isso tem turistas de vários lugares do Chile. Depois do almoço fomos finalmente conhecer o Oceano
Pacifico. Umas cinco quadras de caminhada, a praia é bonita
(foto 3) observe nessa foto o fundo. Sentamos na areia e o Guilherme foi
o primeiro a entrar na água. voltou e eu fui, acabei que nem entrei o corpo
todo, a água é muito gelada. Em Arica tudo muda em relação ao Peru. A
cidade é bem limpa e bonita, as pessoas também mudam, a população indígena
que é a maioria na Bolívia e Peru aqui no Chile e bem menor do que nesses países
(tem bastantes mas não muitos). Andando pela Praia encontramos uma loja
feminina com o nome do nosso Brasil (foto 4)
Começamos a procurar um lugar para tomar cerveja, onde íamos o pessoal não
vendia - só achamos em uma pizzaria, sentamos e acabamos tomando cervejas
geladas (muito boa), Guilherme pediu um lanche e veio abacate dentro (é normal
aqui comer lanche com abacate) ficamos ali sentados (foto
5) por um bom tempo. 20:00h e o Sol não vai embora. Voltamos para
o hotel e eu resolvi trocar as minhas passagens - em vez de ir as 18:00h vou
pegar o das 10:00h da manhã. A noite chegou e fomos na rodoviária para entrar
na internet e jantar. Acabei pedindo um cachorro-quente (grande e bom) para a
minha sorte eu olhei para o lado e vi um chileno comendo um cachorro-quente
também - percebi que no lanche dele tinha abacate, na hora eu chamei o garçon
e pedi para ele não colocar o abacate no meu lanche. Não queria ver qual o gosto com
abacate. Voltamos para o hotel, Guilherme foi dormir e eu fiquei assistindo na
Tv o jogo entre Brasil e Argentina (torneio pré-olimpico inicio da fase final)
não assisto por muito tempo, fui dormir quando o jogo estava 0X0 - já eram
00:30h e amanhã eu tenho que acordar bem cedo para arrumar a minha
mochila.
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Dicas - Décimo Sétimo dia
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1 - Quando for para o Chile não leve as folhas de
coca que você comprou no Peru - pode dar problemas na fronteira. 2 -
Se for passar muito tempo no Chile leve muita grana o dólár não é muito
valorizado por aqui. Com R$1,00 Real só se compra balas.
3 - Na frente da rodoviária existe vários hotéis,
ficamos no "Internacional" pequeno e limpo. recomendo.
4 - Para almoçar e jantar - vá até a rodoviária
ou no shopping que fica ao lado dela, a comida e boa e barata - se for comer
perto da praia vai pagar muito caro.
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Contato
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Esta indo fazer a mesma viagem - mande um
e-mail com as suas duvidas. contato@brasildemochila.com
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Nova pagina 2
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