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Rumo a Machu Picchu |
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Décimo Quarto dia - 18 de Janeiro
de 2004
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Acordei com o André falando que o trem só iria
sair as 09:30h. Fiquei tranquilo e descansei um pouco mais na cama. descemos para
comer o café da manhã e para saber se o trem ia sair ou não. Nisso
encontramos o Roberto (brazuca que fez a trilha com agente) Ele estava nervoso
tinha ido no trem das 15:30 de ontem, mas o barranco caiu encima dos trilhos e
com isso ele ficou parado no mesmo lugar até meia-noite. Disse que ninguém
dava informação do que estava acontecendo. Tiveram que voltar para Aguas
Calientes. Fomos para a ferroviária ver com ia ficar o nosso trem, o cara falou
que nem tinha previsão, o Barranco caiu e não tinha como passar de trem no
local. André resolveu ficar na ferroviária e esperar até que o trem saia,
Guilherme e eu voltamos para o lugar onde ficam os bares e ficamos conversando
com alguns brasileiros. A cidade estava cheia de gente e ninguém sabia ao certo
a que horas iríamos ir embora. O tempo passa e resolvemos entrar no trem dos
nativos - turistas não podem entrar no trem dos Peruanos - O trem estava
lotado, tinha peruanos e turistas todos apertados nos vagões, Guilherme e eu
ficamos na porta esperando o trem sair. Depois de 1:30h de pé, o trem apita e
parece que vai embora, nisso um monte de pessoas entram correndo e lota o trem,
ficamos mais um tempo parado - não conseguia me mexer direito, o trem começa a
andar e para um pouco depois. Ficamos mais uns 30 minutos parados. O trem segue
viagem novamente e para em um ponto, ai começa o desespero total - foi aqui que
o barranco caiu, temos que passar andando até o outro lado, onde outro trem vai
estar nos esperando - nisso quem estava de pé queria chegar rápido e sentar,
quem estava sentado queria chegar rápido e continuar sentado. Começa
a correria (foto 1) Um monte de gente falando alto, crianças chorando e
mãe empurrando para não perder o lugar. Quando chego do outro lado, as pessoas
que estão a frente vão fazendo fila sobre os trilhos, vejo o Guilherme a minha
frente, quando estou indo em direção a ele, as pessoas vão falando
"Cola, Cola" - nisso o Luciano aparece e começa a conversar com
agente, ele falou que veio no trem dos turistas, e que toda a galera esta lá na
frente. Uns brasileiros de minas começam a furar fila, Guilherme e eu fomos
junto com eles, todos os peruanos da fila gritavam para nos novamente
"Cola, Cola" (para não furar fila e sim colar atras da fila) quando
chegamos lá na frente, tem uma barreira onde os peruanos não podem passar e os
turistas todos sentados sobre os trilhos tranquilos. Chegamos e o André estava
lá de boa - tipo ele ficou na ferroviária e por isso conseguiu ir no trem dos
turistas na boa. Um pouco depois o trem chega e os turistas começam a subir - a
foto 2 mostra um pouco disso. Observe a foto, depois do trem tem um
pequeno espaço (era onde nos ficamos sentados esperando o trem) e no fundo um
monte de gente parada e de pé (era o lugar onde os peruanos não podiam passar)
quando o trem chegou nos subimos todos tranquilos e na calma, depois que todos
os turistas estavam dentro do trem, eles liberaram os nativos - ai
foi um correria novamente( foto 3), Depois de um tempão ali, a viagem
prossegue até Ollantaytambo - o trem vem até aqui mesmo, deste ponto tem que
pegar um ônibus até Cusco. Estávamos em 11 Brasileiros, o Luciano agilizou um
micro-ônibus por $200,00 Soles (U$58,00 dólares) chamamos mais pessoas que
não tinham como ir e fomos, no total 30 pessoas, cada uma pagou $7,00 Soles
(U$2,02 dólares) Todos brasileiros fazendo festa dentro do ônibus, uma hora
pegamos uma pinga de um francês e começamos a tomar, alias passamos para o
ônibus inteiro tomar. Chegamos em Cusco e na praça das Armas pedimos
para um casal tirar foto do nos cinco (foto 4) só que a garota segurava
cinco maquinas e o namorado dela ia batendo as fotos. até bater na
maquina de todos. Na foto esq/dir: Luciano, Marcelo (eu), Guilherme, Elton e
Thiago. voltamos para o hotel para tomar banho e depois vamos descer para comer
e curtir a balada de Cusco. Na hora de descer o André preferiu ficar no hotel,
fomos nos cinco então. Comemos em um lugar longe da praça, onde só tinha
peruanos e nos de turistas, comida barata por $2,50 Soles (U$0,72 dólares) o
prato era enorme e tinha metade de um frango no meu. Muito bom para quem quer
comer muito e gastar pouco. O bar estava cheio, na TV estava passando o jogo do
Cienciano (time local de futebol) depois do jogo fomos embora, alias o time
venceu. Hora da balada só que o cansaço me pegou, fui apenas nos dois
primeiros bares e voltei para o hotel para dormir. Os muleques ficaram até
tarde e voltaram 5:00h da manhã.
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Dicas - Décimo Quarto dia
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1 - Em Ollantaytambo
não fique escolhendo ônibus para entrar, Tem muita gente e pouco transporte,
muitas pessoas não tinham com ir para Cusco.
2 - Se você quer comer bastante e gastar pouco,
procure restaurantes onde não existe turistas. Quanto mais longe da praça
você for, mais fácil vai achar. 3 - Mais
uma vez - se for sair na balada não esqueça de pegar os pré-convites
que o povo entrega. isso vale a 1º na faixa.
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