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Rumo a Machu Picchu |
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Primeiro dia - 05 de
Janeiro de 2004
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Finalmente, depois de muito tempo de espera. O
ônibus saiu de Campo Grande com destino a Corumbá. Quase seis horas de viagem
e nenhum grande problema, apenas o ar que estragou e com isso começou a pingar
muita água em min. Chegamos em Corumbá era 5:45 e encontramos a Vera (uma
garota da Alemanha), ela estava no mesmo ônibus. O destino dela é Sucre na
Bolívia, (ela vai rodar o mundo). Saímos de lá e fomos até uma padaria que fica
do lado da rodoviária (foto1) depois de comer voltamos para a
rodoviária e ficamos sabendo que se pode comprar as passagens do trem ali
mesmo. Ficamos esperando até 8:30 para abrir a empresa - quando abriu,
negociamos os preços: 25 Dólares + 10 Reais (Categoria Pullman) e teríamos
que deixar os passaportes com ele, para comprar as passagens e carimbar os
passaportes, ficamos desconfiados - mas acabamos aceitando. Ele disse que o
trem sairia as 13:30 horas (na Bolívia) e 14:30 horas do Brasil. Ficou
combinado que meio dia ele chegaria e com isso teríamos duas horas e meia para
chegar a Porto Quijarro. Tudo certo nos quatro fomos para um posto de gasolina (Posto 10) fica
a cinco quadras da rodoviária - a conveniência tem comida e ciber café.
Ficamos muito tempo lá, comemos, entramos na net e conversamos - ninguém se
conhece direito ainda. restando 10 minutos para meio dia, retornamos para a
rodoviária, quando chegamos o cara ainda não tinha chegado - o tempo passa, o
cara não chega e o outro falando que ela já esta perto. 14:00 horas e ficamos
sabendo que não tem para o Pullman, só para o Ferrobus. (mais caro) já
estávamos todos desanimados e conformados em ficar mais um dia em Corumbá.
Quando pedimos nosso dinheiro de volta, o cara se agilizou e três minutos
depois ele chegou, disse que poderíamos ir ate Quijarro e encontrar ele lá -
em Quijarro ele daria nossos passaportes e as passagens para a categoria Pullman.
Pegamos o Taxi - eles cobram R$30,00 Reais para levar até a
fronteira, negociamos e ficou por R$20,00 Reais - não pague mais do que isso.
Na fronteira pegamos outro taxi, pagamos R$10,00 Reais até Porto Quijarro,
creio que pagamos caro, mas o tempo era pouco e nem negociamos com o taxista.
Em Quijarro muita gente e muita falação, é muito diferente do que eu
imaginava.( foto 2) e nada do cara chegar, nessa hora bateu o desespero
tipo o cara não vai vim e nos fomos enrolados. Uma pessoa veio ate nos e disse
se queríamos comprar passagens, o Guilherme disse que já havíamos comprado,
mostrou o recibo para o vendedor e perguntou se o conhecia - ele disse que sim,
que poderíamos ficar tranqüilos que ele ia chegar antes do trem sair. Ele
chega e entrega nossas passagens (foto3) e passaportes. perguntei onde
poderia fazer o cambio, pois não tinha nenhum Boliviano, ele indicou umas
mulheres que estavam sentadas na frente de uma casa, fomos lá e trocamos U$20,00 Dólares deu $150,00 Bolivianos - U$1,00 Dólar vale 7,75 Bolivianos.
Pronto entramos e vimos que estávamos em vagões diferentes: Guilherme e André
ficaram em um e Vera e eu em outro. Estava muito suado e cansado (por causa do
calor) o trem parti e na primeira parada sobe um monte de
crianças vendendo comida, sucos, limão, vendiam de tudo
(a foto 4 mostra uma criança vendendo e a 5 a primeira parada) O
interessante e que eles vendem sucos em baldes, se você comprar ele envia um
copo no balde e enche de suco. O Trem para muito e a cada descida sobe mais e
mais crianças, gritando para vender algo - reparei ao longo da viagem as
pessoas que moram a beira dos trilhos param e ficam olhando o trem passar,
crianças, jovens, adultos, velhos não importa a idade. A noite chega e
Guilherme e André passam por um apuro - Venderam os lugares deles para outras
pessoa, os Bolivianos chegaram e foram tirando eles do lugar, deu uma confusão
- acabou que colocaram eles em outra poltrona no vagão da frente. De noite não
tem muito o que fazer, o vagão e escuro e acabei dormindo.
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Dicas - Primeiro dia
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1 - Não compre passagens na rodoviária de Corumbá,
é muito arriscado chegamos a pensar em vários momentos que seriamos enganados.
A empresa da rodoviária é Boliviana
2 - Não pague mais do que R$20,00 no Taxi para a
fronteira - no inicio vão pedir R$30,00.
3 - Leve coisas para comer na viagem do trem - eu
tinha esquecido e passei fome - preferi não arriscar e por isso não comprei as
comidas que eles vendiam.
4 - Leve lanterna você pode querer pegar alguma
coisa na mochila - o trem não tem luz.
5 - Fique sempre de olho na sua mochila - nas
paradas evite não descer muito - um Boliviano me disse que as vezes roubam
mochilas – com o nosso grupo nada aconteceu
6 - Tente comprar passagens do lado esquerdo do trem
- as paradas são maiorias desse lado, assim você vai poder ver melhor os
nativos.
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Contato
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Esta indo fazer a mesma viagem - mande um
e-mail com as suas duvidas. contato@brasildemochila.com
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Nova pagina 2
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FOTO 2
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FOTO 3
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FOTO 4
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FOTO 5
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