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Aspectos Culturais: Formada a partir de uma ampla e
profunda assimilação das culturas indígena, européia e nordestina, a cultura
amazonense apresenta aspectos regionais bem marcantes. A população exibe uma
formação fundamentalmente ocidental, apesar das tradições e costumes
repletos de lendas, de crenças advindas dos ensinamentos |
Centro de Manaus |
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dos pajés, dos chás de plantas medicinais amazônicas. A música, a dança, o
teatro, as artes plásticas e a literatura apresentam-se com um estilo
peculiar, que adapta as heranças ancestrais às tendências da arte
contemporânea universal. Essas influências podem ser notadas na população
manauara, no seu modo de ser e agir, na linguagem, nas manifestações
artísticas e culturais. |
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Folclore: Manaus é uma cidade rica em manifestações folclóricas. Nos
meses de junho e julho realizam-se festivais por toda a cidade,
exteriorizando as tendências culturais da população amazonense de origem
indígena, nordestina e portuguesa, além das influências orientais,
marcadamente da cultura árabe. Dentre essas manifestações, a dança vem em
primeiro lugar, através das apresentações de bois-bumbás, cirandas,
quadrilhas caipiras, danças indígenas, nordestinas e danças africanas;
pastorinhas e outras. Além do Festival Folclórico do Amazonas, realizado no
Centro Cultural de Manaus (Sambódromo), também acontecem eventos ao ar-livre
em bairros e nos ginásios dos colégios, com apresentações diversificadas.
Outra manifestação popular realizada anualmente é a Festa do Boi-Bumbá,
originária do Maranhão e difundida por todo o Brasil, que tornou-se atração
turística no Amazonas, graças ao espetacular festival realizado na ilha de
Parintins, no interior do Estado. |
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O boi-bumbá mobiliza a população manauara, que durante o
período se desloca maciçamente para a ilha. Em Manaus, os ensaios dos boi-bumbás
acontecem de março a junho em clubes e casas de shows da cidade e,
especialmente, em espaços curiosamente chamados de currais de boi - os mais
conhecidos são os dos Bumbás Garantido e Caprichoso. Manaus mantém viva a
sua própria tradição do boi-bumbá, preservada pelas comunidades dos bairros
periféricos. No mês de junho são realizadas festas caipiras, em que
parentes, vizinhos e amigos se confraternizam e divertem. São acontecimentos
muito alegres, levados ao som de músicas da época e fogos de artifício,
acompanhados por quitutes juninos, como o munguzá (mingau preparado com
milho branco), o bolo de macaxeira (nome regional para a mandioca ou aipím),
o bolo de milho, a tapioca, a banana frita, o tacacá (feito com o tucupi,
que é o sumo da mandioca brava) e o aluá (bebida fermentada, preparada com
abacaxi e mangarataia). |
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Festa do Boi-Bumbá: Originária do Maranhão, com o nome de Bumba-Meu-Boi,
a brincadeira do Boi-Bumbá tomou características próprias no Amazonas,
devido à miscigenação indígena, tornando-se um interessantíssimo produto
turístico. Na ilha de Parintins, no Rio Solimões, a 420 km de Manaus,
acontece a maior manifestação folclórica da Amazônia, promovido pelo Governo
do Estado do Amazonas através da Secretaria Estadual de Cultura e Turismo -
Sectur, quando a cidade se divide em Azul e Vermelho - as cores dos bumbás
Caprichoso e Garantido. Realizado nos dias 28, 29 e 30 de junho, o
espetáculo mobiliza milhares de pessoas, entre moradores da ilha e
visitantes de Manaus e de outras regiões do país e do mundo. O ponto alto
das apresentações é a representação da morte do boi, parte da lenda que
conta a história de Mãe Catirina que, durante a gravidez tem o desejo de
comer língua de boi. O Pai Francisco, seu marido, sacrifica o boi da fazenda
onde trabalha para satisfazer a vontade da mulher. O patrão descobre a
façanha e decide prender Pai Francisco com a ajuda dos vaqueiros, mas os
índios ajudam a esconder Pai Francisco. O padre e o médico das redondezas
tentam, não conseguem ressuscitar o animal, mas o pajé da tribo indígena,
fazendo uso de seus poderes sobrenaturais e encantamentos, consegue fazer o
boi reviver. Com o boi vivo, novamente, a festa se reinicia, num ritmo
frenético e irresistível . |
Museu Tiradentes: Conta a história da Polícia Militar do Amazonas,
através da exposição de móveis, armaduras do século XVI, uniformes, armas,
medalhas e fotografias. Aberto das segundas às sextas, das 08:00h às 12:00h
e de 13:15h. às 17:30h.
Endereço: Praça Heliodoro Balbi, s/n -
Centro - Cep 69.005-260 |
Museu Moacir Andrade: Expõe obras do artista amazonense Moacir
Andrade, com um acervo de telas, fotos, livros, correspondências com
personalidades da arte mundial, que têm como pano de fundo um período da
história recente da cidade de Manaus.
Endereço: Escola Técnica Federal do
Amazonas, Rua Visconde de Porto Alegre, nº 270 - Centro - Cep 69.020-120 |
Museu de Ciências Naturais: Administrado pela Associação Naturalista
da Amazônia, possui uma variada coleção de borboletas, insetos e raras
espécies de peixes da região. Aberto das segundas aos sábados, das 09:00h às
17:00 h.
Endereço: Estrada Belém, s/n - Cachoeira
Grande - Cj. Petro - Aleixo - Cep 69.054-000 |
Museu do Índio: Idealizado e mantido pelas Irmãs Salesianas, em 1952,
o museu apresenta peças artesanais produzidas por indígenas de diversas
tribos da região amazônica, tais como: utensílios domésticos, armas, adornos,
etc.. Aberto das segundas às sextas, das 08:30h às 11:30h e das 14:00h às
16:30h; aos sábados, das 08:30h às 11:30h.
Endereço: Rua Duque de Caxias, nº 356 -
Centro - Cep 69.020-140 |
Museu do Porto: Mantém em exposição cerca de 300 peças que contam a
história do Porto de Manaus, da navegação e do comércio no período áureo da
borracha.
Endereço: Boulevard Vivaldo Lima, s/n -
Centro - Cep 69.005-440 |
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| Fonte: Secretaria de Turismo de Manaus |
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