Clique para voltar a capa do Brasil de Mochila.COM

Suporte de Ajuda Brasil de Mochila: Em caso de OnLine clique na bola verde e fale com um de nossos atendentes

  Brasil -Sábado, 04 de setembro de 2010 - Hora: 15:57

 
Destinos
Brasil
Resto do Mundo
Mochileiros
Viagem Virtual - Fotos
Tv Brasil de Mochila
Dicas 
Albergues
Hotéis e Pousadas
Camping
Passagens Aéreas
Ônibus
Mapas
Cotação do Dólar
Informações
Promoção
Entrevista
Fala  "Colunista"
Notícias
Viajantes
Pacotes Turísticos
Fórum
Diário de Bordo
Sua Viagem
Edmilson Vieira
Livros
Sobre o Site
Parceiros
Quem somos?
Imprensa 
Aviso Legal
Contato

Viagem pela Europa - Interior da Bélgica e Luxemburgo

   Apesar de imaginar que não mais me surpreenderia com a Bélgica, outra vez ela me pregou uma peça. Longe de ser um povo, no sentido estrito da palavra - conjunto de indivíduos que falam a mesma língua, têm costumes e hábitos idênticos, afinidade de interesses, uma história e tradições comuns - há praticamente dois países num só: ao sul, os francófonos, ao norte, os flamingos. A rivalidade entre esses dois povos é enorme e é impossível ignorar o assunto quando se visita aquelas terras.
   Louvain-la-Neuve, a cidade onde fiquei, foi mais um fruto dessa eterna discussão. Lá pros anos 70, vários estudantes francófonos se dirigiam à cidade de Leuven, flaminga, para realizar seus estudos numa das melhores universidades do país. Acontece que as hostilidades com a população e com os outros estudantes eram tão constantes - e por vezes violentas - que não restou outra opção ao lado francófono senão criar uma outra universidade, mais, uma outra cidade, para abrigar sua turma. O nome dado foi Leuven, a Nova ou em francês, Louvain-la-Neuve. Projetada para dar prioridade aos pedestres, menos de 30% das ruas são abertas aos carros, o que dá a impressão de se estar vivendo num grande calçadão! Para mim, um conceito totalmente novo, muito interessante e prato cheio para arquitetos e urbanistas. Na residência estudantil onde fiquei, o Kot Carrefour, conheci uma galera muito estudiosa e pouco hospitaleira, uma pontinha de decepção.  Um grande abraço às exceções, Anne-Francoise, de português afiado e malas prontas pro Brasil, Pacific, uma rainha africana de rara educação e Marc, o homem das apresentações em inglês!
   Durante uma semana, fiz do Kot Carrefour meu ponto de partida para incursões ao interior belga, aproveitando-me do Go Pass, passe de trem que custa 40 euros e te dá direito a dez viagens dentro do território da Bélgica. A primeira parada foi na charmosa Brugge, cidadezinha minúscula no tamanho mas imensamente bela, retalhada de canais, lembra muito aqueles filmes medievais, com suas casas e ruas de pedra, pontes, igrejas imponentes, com torres imensas, tudo isso numa pequenina área, agora não mais cercada por muralhas. Os amantes do chocolate e os amantes em geral vão se deliciar com o ar bucólico e romântico de Brugge, onde tudo conspira para a tranqüilidade, dos patinhos no lago às carruagens tradicionais, tudo muito diferente de quando a cidade abrigava uma das maiores feiras do mundo na sua Praça Maior (Grote Markt), lá nos séculos XIII e XIV. Uma coisa que me chamou a atenção foi a legião de turistas velhinhos, quase uma orda multinacional da turminha da bengala, caminhando por todos os lados, pelas ruas, cafés, se empanturrando de chocolates. A maioria parecia já ter estado por lá mais de uma vez. Sentado na praça central - e ainda rodeado de vovôs - tive a oportunidade de trocar uma idéia com Marc August, um belga daquela região, já com seus 40 anos, foi a primeira vez que ouvi o ponto de vista dos flamingos sobre as animosidades entre eles e os francófonos, entre uma cerveja de cereja e outra. Isso mesmo, cerveja de cereja, foi a única que desceu sem arranhar a garganta. Marc, assíduo freqüentador de Fortaleza e conhecedor da nossa cultura, muitas risadas, até logo, garoto!
   De Brugge, após uma rápida passada pelo Kot, hora de conhecer um país de dimensões continentais, Luxemburgo! Tudo bem, tudo bem, exagerei um pouco mas se no tamanho Luxemburgo não é lá essas coisas, na conta bancária... Como meu Go Pass só funcionava dentro dos limites belgas, tive de descobrir qual era a cidade mais próxima da fronteira, a partir de onde começaria a caronar. Pois a cidade fronteiriça de Arlon entrará para a história como o marco inicial da mais bem-sucedida seqüência de caronas já documentada: de lá até a cidade de Luxemburgo foram nada menos do que cinco, repito, agora com maiúsculas, CINCO BMW´s com intervalos regulares de, no máximo, meio segundo de espera entre uma e outra (acho que exagerei de novo...). Algo para se orgulhar. Fatos como esse provam a existência da Providência Divina, o mero acaso seria incapaz de tamanha perfeição.
   O que aconteceu em Luxemburgo e os três dias surreais passados em Amsterdã serão assunto dos próximos textos, não percam!
Até daqui a pouco!

Thiago de Sá

 
Contato
 Em breve uma nova forma de contato com o Thiago
 
 

NA ESTRADA

Irlanda do Norte
Dublin - Parte 1
Dublin - Parte 2
Wales
Londres/Barcelona
Granada
Marrocos - Parte 1
Marrocos - Parte 2
Marrocos - Parte 3
Marrocos - Final
Espanha - Madri
Portugal
Volta a Espanha
Bélgica
Bélgica e Luxemburgo
Visite


                                              © 2003-2009 Brasil de Mochila - O Portal dos Mochileiros. Todos os direitos reservados