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Polônia: Falarei
neste segundo relato sobre os pontos turísticos mais
visitados pelos poloneses e estrangeiros que buscam descanso,
diversão e belas paisagens!
Assim que desembarquei em terras polonesas,
tomei um táxi para a Etação Central de
Trem em Varsóvia (sim, eles tiveram o bom senso de conservar
este econômico e prático sistema de transporte
– ponta de inveja), de lá, para a bela cidade de
Poznan, e, outro trem para o norte, rumo ao Mar Báltico
até a cidade de Leba. Muitos turistas no trem, prontos para
desfrutar o verão europeu.
Leba
é uma cidade pequena, mas que tem sua
população quase que dobrada no verão,
suas casas de teto alto denunciam que o inverno é sempre
rigoroso, mas agora, todos esperam bronzear-se tomando muita cerveja
(raramente gelada, mesmo no verão). O centro da cidade e os
arredores da praia, repletos de turistas. Lá pude apreciar
pela primeira vez duas especiarias da culinária polonesa:
Placki Ziemniaczane (massa frita, feita de cebola, ovos, farinha e sal,
coberta por açúcar, ou mesmo por diversos tipos
de molhos salgados), e, Gofry um doce com base de massa de panqueca
coberto por chantili e morangos ou pêssegos...muito bom!
Na
praia, muita gente com calças compridas e blusas, pois no
verão, aqui, às vezes, é frio, mesmo
assim muitos se aventuram nas águas geladas do Mar
Báltico, eu consegui pôr apenas os
pés..brrrr. O fascinante foi encontrar à beira
mar um Castelo Medieval, hoje um hotel de luxo, mas que
mantém todo o encanto de sua estrutura original. A
Polônia é um país de muitos castelos e
palácios.
A
noite traz muitas opções, lugares para
dançar, restaurantes para todos os gostos e muitos bares com
música ao vivo.
Estive lá por quatro dias, e
novamente tomei um trem, agora em direção ao sul.
O
relevo polonês foi formado no final da última Era
Glacial. A região central é incrivelmente plana.
O Rio Vístula (o maior e mais importante rio
polonês), corta o país de norte a sul, como que
mostrando o caminho que o gelo derretido percorreu no passado, e como
ele, chego também à cidade de
Cracóvia, a antiga capital, e, sem dúvida, a mais
bela cidade polonesa. De lá, fui conhecer o campo de
concentração nazista de Auschwitz (mas estes
serão assuntos para as próximas reportagens). Em
Cracóvia tomei um ônibus que me levou mais ao sul,
à cidade de Zakopane, uma região de montanhas que
assumem um aspecto realmente alpino, as montanhas Tatra nos Carpatos.
Zakopane
é a cidade preferida pelos casais em lua de mel, localiza-se
quase na fronteira com a República Tcheca e
Eslováquia. A arquitetura é peculiar, com casas
no mais belo estilo montanhês, igrejas e monumentos de deixar
qualquer um de boca aberta. Nas barracas da feira central, em meio
à particular sonoridade dos grupos de música
típica montanhesa, você encontra desde blusas
feitas artesanalmente com lã crua, ao famoso queijo Oscypek,
feito com leite de ovelha, obedecendo a uma receita de alguns
séculos, e, que hoje causa problemas internacionais por ser
produzido de forma artesanal, não respeitando aos
padrões impostos pela Comunidade Comum Européia.
Do centro. Diversos micro-ônibus levam os turistas aos
pés das montanhas, onde se pode optar por diversas trilhas a
percorrer, entre montanhas escarpadas e lagos fantásticos
formados nos vales pelo degelo. Uma
visão do paraíso. Estes passeios são a
principal atração turística de
Zakopane.
Na
próxima semana, estarei falando sobre história,
os horrores da Segunda Guerra Mundial, com o quartel general nazista de
Wolfsschanze ( O Covil dos Lobos), quase na fronteira com a
Rússia, e o Campo de Concentração de
Auschwitz. Não percam!
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