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Depois de mais uma noite mal
dormida em um ônibus, às 6h30 chego a Trujillo. Durante a viagem, encontrei
um casal que estava comigo no Chavin, e descobri que estavam em lua-de-mel.
Eles são aqui de Trujillo, e muito legais, os dois. Espero realmente que
sejam muito felizes.
Chegando aqui, peguei um táxi e pedi um hotel(depois de
Huaraz, vi que é só chegar e pedir para enviarem para algum lugar).
Combinamos o preço e lá fomos. Primeiro, me levou para um lugar que era
muito caro. Depois, para outro mais caro ainda. Até que, finalmente,
chegamos a um 3º hotel, que estava em 30 soles. Eu já estava cansado de
andar com ele e fiquei ali mesmo. Pois o fdp do taxista me cobra uns 4 soles
a mais dizendo que tínhamos andado muito mais que o combinado... total: 7
soles. Discuti um pouco, mas topei pagar porque estava cansado de discutir e
fui para o meu quarto, onde encontrei uma TV. A primeira que vejo desde que
saí de casa há tanto tempo... ainda assim, foi o quarto mais caro de toda a
viagem até ali.
Como ficava do lado de uma grande avenida(Trujillo é a
terceira maior cidade peruana), o barulho era muito grande, então foi
difícil dormir.... acabei assistindo a tal da TV e fui andar pela cidade.
Descendo umas várias quadras, cheguei ao centro, que para minha surpresa
estava todo enfeitado. Conversando um pouco,
descobri que haveria uma meia-maratona ali na região. A Plaza estava super-lotada
então resolvi dar umas voltas nas redondezas... arrumei um mapa e fui para
um bairro que disseram ser legal. Parecia perto, mas só cheguei depois de
quase 2 horas caminhando... e o tal do bairro Buenos Aires não tinha nada
demais para ver. Ainda assim, como estava a toa, fui em frente até chegar à
praia. E aqui, de novo o contraste... ontem estava em Huaraz, um cidade
envolta por gelo, e aqui há 8 horas de viagem(o que corresponde uns 400 km
na cordilheira andina) estou numa cidade extremamente quente, ao lado da
praia. Realmente, adoro este país!
Na volta, paro para almoçar(muito bem) a 3 soles, e para
tomar uma coca-cola bem gelada. Como pela primeira vez estava sem o protetor
solar, o sol me castiga bastante e começo a sentir as costas queimando. Bom,
volto ao centro, passo na agência Peter Pan(indicada por um espanhol em
Huaraz) e fecho para ver as ruínas de chan chan e as Huacas amanhã por 35
soles. E às 16h00 estou de volta ao hotel com as costas ardendo! Fico por
ali vendo TV até anoitecer, quando saio para jantar e passar mais um pouco
pela cidade. Assim como Huaraz, aqui não tem nada para se ver. Mas é um
cidade muito maior... não tem comparação
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