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É
bom de vez em quando escrever um dossiê sobre a guerra. Por falar nisso, quem
está por trás das bombas? Quando se assiste aos meios de comunicação, não
se encontra a resposta.
Pelo
noticiário, a ingenuidade dos mísseis explode sem ter ninguém como
remetente. A população não percebe que os bandidos americanos apóiam e
financiam a morte. A máquina de matar transforma um país em ficção. Eles não
conseguiram fazer do Vietnã, um condomínio fechado de Alphaville e mesmo
perdendo a guerra, se consideraram vencedores.
“Fazemos
o mundo a nosso gosto, purificamos as nações”, diz o senhor presidente,
sendo aplaudido com entusiasmo pela maioria dos políticos da América Latina.
Os americanos despedaçam as frágeis democracias pelo resto do mundo porque
precisam manter o crescimento com velocidade, e o combustível está no
subsolo dos países pobres. Só faz sentido roubar as riquezas, se antes tiver
uma guerra absurda. Eles têm a TV para transformar a realidade num show.
Acaba a inocência e começa o efeito especial, que espetáculo! Os
personagens morrem com a cumplicidade da mídia.
O
Tio Sam ainda não decidiu atropelar o Brasil, que perde o controle para o
narcotráfico e a violência do PCC. Ânimo povo, mais cedo ou mais tarde eles
virão!
Alguns
brasileiros vão se revoltar e queimar bandeira americana. A maioria vai
seguir o embalo da tv. A classe média impressionada com os blindados que só
faltam falar; a massa brasileira cercada de sonhos comprando para os filhos
bonecos dos soldados. made in USA. Os pobres logo descaracterizam
levando pras crianças, apenas a ânsia, vendida no camelô, vinda do
Paraguai. Primeiro os mais ricos do planeta investem nos mísseis, e depois,
colocam governo no paralelo, chamando de democracia.
O
único remédio para Washington é a guerra, e com ela, vem a produção de
sangue e horror que sempre é apaziguada pela mídia.
Foi
assim que os Estados Unidos da Guerra fizeram em Cuba, Vietnã, Chile,
Argentina,
Uruguai,
El Salvador, Guatemala... E vão continuar fazendo até o
seu desaparecimento.
Edmilson Vieira é artista plástico e escreve crônicas dnv01@hotmail.com
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