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Parece que ao
iniciar Cinema, Aspirinas e Urubus, o espectador passa a contemplar e
torcer mais ainda pela sétima arte. Em seguida, se remete ao
panorama do Brasil em plena Segunda Guerra Mundial.
O cineasta
fez coleta de músicas, personagens e cenários,
propondo que habitassem um mundo impressionista, tão
marcante quanto o sol e as desigualdades do Nordeste brasileiro.
A narrativa
vem impregnada de vidas que passam e vão encontrando sombra
no personagem alemão. Mas o jovem estrangeiro é
apenas um professor que ensina a associar o cinema à dor de
cabeça, e nada mais.
O
longa-metragem aguça o espectador com registros do cotidiano
da guerra na década de quarenta, e, essa, foi real,
até na mais brava superfície do sertão
pernambucano.
O filme
parece com o expresso polar contornando a região da seca.
Ora queremos ter a sensação que é bom;
ora de que é mais um, parecido com tantos outros que
já vimos, mas os elementos vêm mostrar que sua
natureza é acertada.
Cinema,
Aspirinas é um avanço na maneira como sentimento
e luz podem caber na mesma embalagem. E os urubus? Ah, não
venham com essa dor de cabeça.
Edmilson Vieira é artista plástico e escreve
crônicas dnv01@hotmail.com
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